Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 14/10/2020

A obesidade, diferente do conhecimento popular, é uma doença que atinge mais de 10% da população mundial, sendo considerada uma das maiores ameaças para a saúde populacional, visto que a doença é a porta de entrada para muitas outras. A obesidade é o fruto do acúmulo de gordura corporal causado pelo consumo excessivo de calorias e da falta de atividades físicas para gastá-las, ou seja, as calorias ingeridas são maiores que as calorias gastas no cotidiano. Essa relação gera o aumento de peso e, consequentemente, a obesidade. Pode parecer que essa condição depende somente do indivíduo afetado, no entanto, existem ações que podem ser tomadas pelo Estado para diminuir a taxa de obesidade.

Embora não se possa controlar a alimentação da população, o envolvimento do governo no combate à obesidade é essencial. Foi verificado pelo EGM que cerca de 97% de crianças na faixa de 10 a 12 ano consomem refrigerante regularmente, tornando o refrigerante um dos grandes obstáculos na luta contra a obesidade. Uma lata de refrigerante contém cerca de dez colheres de sopa de açúcar, o que aumenta os níveis de açúcar no sangue e diminui a ação da insulina no organismo. Assim, se ingeridos regularmente, os refrigerante podem promover o aumento de peso e favorecer o desenvolvimento de diabetes a longo prazo.

Para diminuir o consumo de refrigerantes, medidas como o aumento de 20% nos preços de refrigerantes e outras bebidas açucaradas foram sugeridas pela OMS. Além de aumentar os preços de refrigerantes e bebidas açucaradas, alguns países, como a França, proibiram máquinas de refil de bebidas açucaradas em restaurantes, contribuindo para uma diminuição do consumo. Existem indícios de que o Brasil também pretende acabar com a venda de refrigerantes em sistema refil, no entanto, não existe nenhuma confirmação.

Certamente, medidas para diminuir o consumo de refrigerantes são muito importantes para a diminuição da taxa de obesidade infantil e devem ser implementadas com urgência. Para isso, o governo deve aumentar em 20% os preços dos refrigerantes, além de acabar com o sistema de refil em estabelecimentos de alimentação. Medidas para incentivar a mudança de hábitos também devem ser implementadas, por meio da redução de carga tributária sobre alimentos saudáveis, como frutas, vegetais e legumes. Desse modo, o mundo caminhará para um rumo mais saudável.