Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 17/10/2020
A Organização Mundial da Saúde(OMS) encara a obesidade como uma doença que deve ser tratada como prioridade nas políticas de saúde pública. No Brasil, o distúrbio alimentar infantil é um dos principais fatores que põe em risco o futuro das crianças e um dos mais urgentes desafios a serem enfrentados pelo poder público e pela sociedade. Nesse sentido, convém analisarmos as causas, consequências e possível medida para a problemática.
Inicialmente, podemos destacar hábitos alimentares e ausência de atividades físicas como principais fatores para o agrave da enfermidade. De acordo com pesquisa divulgada pelo IBGE, uma em cada grupo de três crianças com idade entre cinco e nove anos, está acima do peso no País. Estima-se que em 2025 o numero ultrapasse os 75 milhões em todo planeta. Portanto, é evidente que a falta de informação não alcançado pelas gerações passadas estão se refletindo no presente, visto que é um problema estrutural que já vem sendo alarmado desde outras décadas.
Além disso, a falta de escolaridade dos pais refletem na orientação dos filhos, uma vez que os seus comportamentos são modelos a serem imitados. Segundo pesquisas realizadas pela UNIFESP ,de 1989 a 1996 a obesidade entre crianças menores de cinco anos, filhas de mães com baixa escolaridade, aumentou 2%,e aquelas com quatro anos ou mais de escolaridade a incidência do problema cai 2% . Em 2020 os números continuam aumentando de forma exorbitante, mesmo com a facilidade do mundo digital. Tudo isso comprova que a falta de conhecimento é o fator responsável por esse fenômeno.
Portanto, é preciso ter em mente que para melhorar as estatísticas a mudança precisa começar na base. De início, o Ministério da Comunicação em parceria com a mídia deve criar em TV aberta programas para conscientizar a população sobre a necessidade de buscar alimentação saudável desde cedo. Dessa forma, no futuro teremos menos adultos doentes e com maior expectativa de vida.