Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 22/10/2020

Na Pré-historia, mais especificamente no período Neolítico, houve o surgimento da agricultura e por consequência disso, o homem deixou o nomadismo de lado, adotando um novo estilo de vida: o sedentarismo. Tal evolução permitiu o desenvolvimento das civilizações, entretanto, também possibilitou o aumento de doenças relacionadas à obesidade. Com isso, surge a problemática da obesidade infantil que persiste intrinsecamente ligado às negligências familiares, promovendo acréscimos na taxa de problemas físicos e psicológicos ao longo do crescimento dos jovens.

Em primeira análise, é indubitável que os costumes familiares e suas influências estejam entre as principais causas desse problema. Nesse sentido, conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de agir e de pensar. Sob essa ótica, observa-se que o costume da má alimentação se encaixa na teoria do sociólogo, uma vez que se uma criança vive em uma família com esse hábito, tende a adotá-lo também por conta da convivência em grupo.

Além disso, segundo pesquisas, a obesidade infantil pode desencadear uma série de consequências maléficas a saúde dos menores. Entre elas, destacam-se a Hipertensão arterial e a Diabetes tipo 2. Somado a isso, ainda há os transtornos psicossociais, nas quais as crianças podem desenvolver baixa auto-estima, ansiedade, depressão e isolamento social. Infere-se, portanto, que a obesidade infantil é um problema para a sociedade brasileira.

Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação criar projetos educacionais, por meio de verbas públicas, objetivando educar as crianças a respeito da boa alimentação e dos malefícios da obesidade, conscientizando-os. Ademais, a sociedade deve se mobilizar nas redes sociais, com o intuito de instruir a população sobre os males da falta de bons costumes alimentícios. Somente assim, a herança deixada pelo sedentarismo deixará de se assemelhar às características físicas dos brasileiros.