Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 28/10/2020
O livro escrito por Fernando Sabino” Bolofofos e Finifinos”( gordos e magros),simboliza dois mundos, duas concepções de vidas distintas vivenciadas por duas crianças submetidas as amplas visões da sociedade, porém o infantil com sobrepeso é excluído das relações sociais e sofre maiores problemas de saúde. Nesse sentido, o autor da obra não se distancia da realidade social contemporânea, uma vez que a epidemia da obesidade infantil é um fator crescente que resulta na limitação social da criança. No entanto, esse cenário pode ser amenizado, desde que a instituição familiar esteja engajada na educação alimentar dos seus descentes, ao contrário o bullying escolar e exclusão social afetaram permanentemente o público infantil obeso.
Em primeira análise, é evidente que a base familiar deve estar efetivamente presente na vida social e individual das crianças, auxiliando na fase alimentar e no desenvolvimento físico, a exemplo, do incentivo de atividades práticas, como brincar e correr. Nessa perspectiva, segundo o filosofo Augusto Cury, “Pais brilhantes nutrem a personalidade e especialmente a saúde mental e corporal. Dessa forma, constata-se que os progenitores são ferramentas essenciais para estruturar uma vida saudável para seus filhos, de tal forma que os primeiros anos de vivencia sem a presença parental os infantis têm 60% mais chances de serem obesos e 4 vezes maior probabilidade de continuarem no sobrepeso durante a vida adulta, de acordo com o médico Dráuzio Varela. Nessa ótica, fica claro, que a obesidade infantil deve ser reprimida com o apoio da família.
Além disso, o bullying escolar e as perseguições discriminatórias são fatores acometidos pelo sobrepeso infantil. Nessa conjuntura, o documentário” Muito Além do Peso”, dirigido por Estela Renner, expressa os malefícios do excesso de peso entre crianças citando as limitações sociais ocasionadas pelas ofensas agressivas nas escolas e exclusão das atividades de ensino, tal como grupos de trabalho, como também violência física e psicóloga, levando a criança a buscar na comida consolo e satisfação mediata. Nesse panorama, fica evidente que o excedente nível de peso na fase infantil desencadeia uma série de consequências sociais, corporais e emocionais para as crianças.
Depreende-se, portanto, a relevância do combate aos malefícios do sobrepeso infantil. Para que isso ocorra, é necessário que o Ministério da Educação promova nos espaços pedagógicos atividades extraclasses de exercícios físicos, por meio da prática de esportes, em adição as instituições escolares devem proporcionar palestras educativas dinâmicas que abordem os males da obesidade infantil , além de embasar os prejuízos do bullying, com o intuito de promover hábitos saudáveis e romper os preconceitos escolares. Logo, a obesidade infantil não será um problema nas futuras gerações.