Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 06/11/2020
Na Idade Média, a ideia de estar acima do peso era vista como algo positivo e por esse motivo, as crianças obesas eram consideradas saudáveis. Entretanto, nos dias atuais essa questão não é mais relacionada com algo positivo, por conta da obesidade ter se tornado a segunda maior causa de morte prematura no Brasil. Com isso, entre os fatores que contribuem para o sobrepeso infantil no Brasil, a alimentação inadequada figura-se como um dos seus principais motivadores, o que pode gerar impactos fisiológicos negativos. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas como o: sedentarismo e alimentos industrializados.
Em primeiro lugar, pode-se afirmar que o aumento de peso na infância encontra-se como um obstáculo para a vida saudável no século atual. A esse respeito, no final do século XX, a Terceira Revolução Industrial levou ao acúmulo de atividades pessoais e com isso, houve a prevalência do aumento de peso em adultos e crianças, por conta da ausência de tempo disponível para exercícios voltados para a manutenção da saúde. Todavia, a falta de práticas físicas ainda se mostra como um grave problema presente, o que aliado ao uso das tecnologias atrapalha no desenvolvimento físico, levando ao aumento de peso também no meio infantil, como visto na Terceira Revolução Industrial. Nesse viés, enquanto a falta de tempo for regra, a atividade física será a exceção.
Em segundo lugar, a obesidade inviabiliza a promoção da saúde infantil. Nesse aspecto, a Organização Mundial da Saúde estima que em 2025 o número de crianças obesas no mundo chegue a 75 milhões. Ocorre que, o nocivo aumento no índice de sobrepeso infantil é proveniente da má alimentação, possibilitado pelo aumento da ingestão de alimentos industrializados, prejudiciais à saúde, o que permite o surgimento de diabetes e hipertensão infantil, segundo a OMS. Assim, se o aumento de peso das crianças se mantiver, a qualidade de vida dessa parcela da população será negativamente afetada.
Impende, pois que medidas sejam tomadas para que a obesidade não seja um empecilho para a saúde infantil. Para isso, a escola deve estimular a prática de atividades físicas, por meio da a realização de campeonatos que poderiam se chamar “Saúde em Movimento” ,com o objetivo de orientar a prática de esportes. Nesse sentido, o colégio, em parceria com os nutricionistas, podem auxiliar as famílias para estabelecerem o hábito da alimentação saudável no dia a dia das crianças, por meio de guias alimentares simplificados, entregues nas casas dos alunos frequentemente.Dessa forma, os familiares irão participar ativamente na promoção da uma saúde mais adequada aos seus filhos, o que fará com que o padrão de saúde seja diferente do que foi apresentado durante a Idade Média.