Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 03/11/2020
No Brasil contemporâneo, a obesidade infantil pode ser considerada um grave problema de saúde pública, ao observar os desdobramentos provocados por ela. Assim, faz-se necessário discutir que esses impactos não são apenas individuais, mas coletivos e, além disso, não são somente físicos, como também psicológicos.
A obesidade infantil ganhou o status de epidemia, em decorrência do aumento do número de crianças obesas em todo o mundo. Segundo o IBGE, no Brasil, uma em cada três crianças de cinco a nove anos estão acima do peso. Acerca disso, nem sempre a obesidade infantil está relacionada ao consumo excessivo de comida, ou é culpa dos pais. Há inúmeros possíveis fatores para essa doença, tais quais: ansiedade, sedentarismo, falta de sono, depressão, além de fatores genéticos e hormonais.
Em contrapartida, devido à falta de informação sobre esse assunto, pode-se observar que as crianças acima do peso são alvo de preconceito e Bullying. Isso ocorre principalmente nas escolas, onde as crianças obesas parecem ser menos aceitas do que as com peso normal, e são frequentemente importunadas e excluídas pelos colegas. Sendo assim, estão mais propícias a desencadear doenças psicológicas devido à autocobrança na tentativa de atender aos padrões impostos pelos colegas da escola e, às vezes, pelos próprios pais.
Diante dos aspectos observados, é necessário que o Ministério de Saúde organize projetos de aconselhamento, dieta e análise dos hábitos alimentares - da criança e da família, além do acompanhamento das medições de peso e altura. Além disso, uma alternativa é a organização de palestras, nas escolas, pelo Ministério de Educação, para as crianças, sobre respeitar as diferenças do outro e entender que a obesidade é uma doença, não um estilo de vida.