Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 11/11/2020
Embora a constituição de 1988 assegura medidas políticas e econômicas que visão a redução dos riscos da saúde, percebe-se o não cumprimento dessa garantia, uma vez que a obesidade infantil é uma das doenças mais severos na contemporaneidade brasileira. Isso acontece devido as influências que as mídias expõem e a falta da cultura da preservação da saúde.
É relevante abordar, primeiramente, os produtos alimentícios que são entregues as crianças pela mídia. Isso é retratado no documentário “Dilema das Redes”, em que demonstra como que os internautas estão cada vez mais expostos a uma gama limitada de produtos oferecidos pela mídia e os problemas que esse fenômeno pode causar no estilo de vida das pessoas. Esse dinâmica não foi diferente aos hábitos alimentares, visto que frequentemente são entregues produtos não saudáveis aos telespectadores.
Além disso, é imperativo pontuar a ausência de programas educacionais relacionada à alimentação infantil. De acordo com o filósofo brasileiro Paulo Freire, a educação é a principal chave de mudança da sociedade, no entanto, a educação presente nas escolas atualmente visão apenas a formação acadêmica dos alunos, negligenciando a formação da conscientização para a vida, principalmente no que diz respeito aos riscos da obesidade, ocasionando em um a cada três crianças com excesso de peso, segundo dados do Ministério da Saúde.
Portanto, é mister que medidas sejam tomadas para amenizar o quadro atual. Nessa lógica, é imperativo que as instituições de ensino, por meio de capital fornecido pelo Tribunal de Contas da União, promover campanhas de conscientização que realçam os riscos que a exposição excessiva aos meios de comunicações podem causar na obesidade entre os jovens brasileiros, a fim de evitar o agravamento da mortalidade infantil. Feito isso, a Constituição brasileira poderá caminhar para a completude no âmbito da saúde.