Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 13/11/2020
Segundo o documentário “História: Direto ao assunto”, mais de 340 milhões de crianças e adolescentes estão acima do peso ao redor do mundo. Nessa perspectiva, nota-se que, após a Revolução Técnico-Científica, os alimentos industrializados, ricos em gordura, sal e açúcar, tornaram-se produtos de fácil acesso por parte da sociedade, a qual enfrenta inúmeros desafios para combater a obesidade infantil. Dentre eles, encontram-se a negligência dos pais em notarem que os filhos estão com sobrepeso, bem como os transtornos psicológicos entre as crianças. Assim, esses fatores tornam fundamental sua discussão, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que os responsáveis são ineficientes no que tange à percepção da obesidade infantil. Sob essa ótica, de acordo com uma pesquisa publicada na revista Acta Paediatrica, 77% dos pais de crianças com sobrepeso disseram que o filho tinha peso normal. Destarte, uma vez que o problema não é identificado, a prática de atividades que buscam combater esse transtorno alimentar é dificultada. Desse modo, a problemática perpetua-se entre os indivíduos, que se recusam a mudarem de hábitos, graças à falta de incentivo por parte dos pais.
Por conseguinte, é possível destacar que a compulsão alimentar está aliada a diversos transtornos psicológicos. Assim sendo, segundo o Relatório do Programa de Avaliação Internacional de Estudantes, 56% dos alunos entrevistados sofrem de estresse ou ansiedade. Ademais, elementos como o exagero no número de atividades, a cobrança excessiva e o bullying presente nas escolas, são responsáveis pelo desenvolvimento dessas perturbações mentais, que estão acompanhadas da necessidade compulsiva de consumir algum alimento, mesmo que a criança não precise, com o objetivo de suprimir essa condição e fornecer certo alívio psicológico, o que resulta na aquisição hiperbólica de calorias.
Portanto, para que a obesidade infantil seja controlada, o Ministério da Educação (MEC) deve criar, por meio de verbas governamentais, um blog que busque explicitar aos pais alguns fatores que possam auxiliar no reconhecimento do sobrepeso, além de orientá-los sobre formas de adaptação da alimentação e inserção da prática de exercícios na vida das crianças, com o fito de promover um modo de vida mais saudável entre os indivíduos. Concomitantemente, o MEC deve promover palestras nas escolas públicas, ministradas por psicólogos e psiquiatras, visando encorajar os alunos a buscarem um responsável caso estejam sofrendo de bullying ou algum transtorno psicológico. Somente assim, atenuar-se-á os efeitos nocivos da obesidade infantil e a coletividade alcançará uma realidade diferente da proposta pelo documentário “História: Direto ao assunto”.