Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 12/11/2020

Desde tempos remotos, a criança “gordinha” era sinônimo de saúde, pois crianças desnutridas eram mais vulneráveis a doenças. entretanto, atualmente, o cenário reverteu-se, já que a obesidade está ligada diretamente a sérias doenças. Um dos agravantes para tal situação é a má alimentação, dando preferência a ultraprocessados e redes de fast food, além de uma postura sedentária adquirida.

Evidentemente, o tradicional prato brasileiro, “arroz com feijão”, base de uma alimentação rica em nutrientes, principalmente para as crianças, vem sendo substituída pelos ultraprocessados e fast food, alimentos ricos em açúcar, sódio, gorduras e conservantes. Logo, percebe-se a consequência da mudança de alimentação. Segundo dados do Ministério da Saúde, uma a cada três crianças brasileiras, entre 5 e 9 anos de idade, está com excesso de peso e 8,4% dos adolescentes são obesos. Outra preocupação constante é como muitos pais e responsáveis alimentam as crianças, com alimentos industrializados, como biscoitos, refrigerantes, comidas congeladas e, principalmente fast food. Não tendo educação alimentar, tornam-se obesos e, posteriormente, ensinam seus filhos a seguirem a mesma lógica, resultando em uma sociedade acima do peso e com vários problemas de saúde, tais como, diabetes, hipertensão, bullink e até mesmo o suicídio.

Deve-se também ressaltar a falta de incentivo ao esporte físico, já que este beneficia uma melhor qualidade de vida, logo, minimiza a obesidade. Com o desenvolvimento tecnológico, o mercado de jogos impactou diretamente, já que esses se divertem parados, aumentando o número de jovens sedentários. Contudo, percebe-se que a prática de esporte físico só é praticada nas aulas de educação física, entretanto, torna-se insuficiente, contribuindo para o aparecimento da obesidade.

Portanto, medidas precisão ser tomadas para prevenir que gerações futuras constituam uma sociedade obesa. Necessita-se, então, que o governo junto ao Ministério da Saúde realize campanhas de reeducação alimentar, e debatam sobre os riscos da obesidade na juventude, além de disponibilizar nutricionista para que este possam orientar os jovens. Outro fator importante é o incentivo ao esporte, principalmente fora das escolas, assim o governo junto ao Conselho Nacional do Esporte- CNE devem realizar torneios de futebol e outras modalidades que motivem a atividade física. Contudo, a presença dos pais é essencial a reeducação alimentar, nesse sentido, é preciso que os responsáveis mudem seus hábitos de vida, desta maneira, acabaram influenciando os jovens.