Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 28/09/2021
A Constituição brasileira, promulgada em 1988, garante saúde como um direito de todos. Por outro lado, quando se observa a obesidade infantil no Brasil, hodiernamente, percebe-se que esse utópico constitucional é garantido na teoria, mas não na prática. Por conseguinte, crianças crescem com um maior risco de adquirir doenças crônicas não transmissíveis, ora pela falta de atenção dos pais com a alimentaçãon dos, ora pela falta de acompanhamento de profissionais de saúde. Nesse sentindo, convém avaliar as principais causas do problema.
Primeiramente, o paladar das crianças são estímulados na primeira infância, período de descobertas e uma ótima oportunidade para os pais introduzirem a melhor alimentação. No entanto, de acordo com Hobbes, “o homem é o lobo do homem”, analogicamente, mesmo recebendo todas as informações necessárias para evitar à obesidade e suas consequência, pais oferecem vários tipos de alimentos, entre esses, o açúcar, um alimento desnecessário e prejudicial nos primeiros anos de vida, presente em alimentos como iorgutes, que são apresentados por meio de comerciais como algo saudável e essencial para o desenvolvimento da criança. Nessa conjuntura, fica claro que a falta de atenção dos pais sobre a composição dos alimentos processados, podem contribuir para obesidade dos filhos.
Outrossim, segundo Bismark, político, “a política é a arte do possível”, todavia, a falta de políticas públicas como o acompanhamento nutricional das crianças contribui para a constância do problema. Nessa conjuntura, mães são acompanhadas durante todo o pré-natal e esse é amplamente divulgado como essencial para o bom desenvolvimento das crianças, em oposição a isso, após nascerem os futuros cidadãos não são acompamhados por um profissional para serem adeptos de uma alimentação mais saudável. Nesse sentido, percebe-se que é essencial após o nascimento, as crianças receberem atendimento especializado em alimentação, como nutrologos ou nutricionistas, para prevenir a obesidade infantil.
Em suma, é necessário a conscientização dos pais, para que as crianças sejam mais saudáveis no futuro. Logo, cabe ao Ministério da Saúde, orgão responsável pela administração da saúde do Brasil, obrigar empresas de produtos para o consumo infantil, por exemplo iorgutes e outros derivados do leite, a especificarem nas embalagens, de forma bem nítida, como alerta, os ingredientes que contribuem para a obesidade infantil, principalmente os açúcares, gorduras saturadas, triglicerídios e etc. Divulgando essa medida nas principais mídias sociais, rádio e televisão, para que seja apresentado para todos. Além disso, o mesmo órgão deve disponibilizar profissionais especializados em alimentação para acompanhar as crianças. Como resultado, menos crianças serão obesas e terão saúde.