Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 07/10/2021
A Organização Mundial da Saúde classifica a obesidade como uma epidemia grave e de escala global. Todavia, esse excesso de peso afeta os indivíduos desde a infância, que sofrem com a falta de estímulos saudáveis desde nos lares, em especial no que concerne à cultura dos ultraprocessados e à negligência parental. Sendo assim, é fulcral a adoção de medidas que mitiguem o infortúnio.
À vista dessas cenário, a exposição infanto-juvenil à má alimentação representa impecilho para a a segurança alimentar. Sob esta ótica iminente, o sociólogo Theodor Adorno desenvolveu o conceito de “Indústria Cultural”, no qual a mídia veicula conteúdos de forma persuasiva e constante, para orientar o comportamento de compra da sociedade. Nessa lógica, essa estratégia manipula as vontades das crianças que, sendo um grupo vulnerável, são induzidas a ingerir alimentos de alto índice calórico e baixo índice nutricional. Destarte, é medular reeducar o paladar desde a infância e segurar um estilo de vida saudável.
Outrossim, enquanto indiferença familiar frente alimentação se mantiver, o Brasil será obrigado a conviver com uma das mais cruéis formas de violência: a obesidade infantil. Consoante a isso, o documentário “Muito Além do Peso” retrata famílias brasileiras com crianças obesas, e como a obesidade desencadeou doenças crônico-degenerativas nos filhos. De maneira análoga, os responsáveis que contribuem para os maus hábitos alimentares dos infantes aumenta o índice de crianças com baixa qualidade de vida, assim como no documentário. Dessarte, revela-se a imprescindibilidade da alfabetização do paladar dentro dos lares brasileiros.
Portanto, com o fito de estimular hábitos saudáveis desde tenra idade, as escolas, responsáveis pela formação do pensamento crítico, devem favorecer a introdução de alimentos nutritivos, por intermediário palestras educativas. As crianças e pais seriam orientados sobre quais lanches levar e a importância de uma alimentação equilibrada para o desenvolvimento cognitivo e físico. Assim, a obesidade não seria mais uma epidemia global entre as crianças.