Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 30/11/2020
Segundo Zygmunt Bauman, em sua obra “Modernidade líquida”, as relações sociais estão cada vez mais aceleradas e superficiais. Analogamente, isso é refletido em questões do cotidiano, como na alimentação, uma vez que essa está sendo negligenciada para acompanhar o ritmo célere da contemporaneidade, por conseguinte o número de obesidade aumenta demasiadamente, principalmente nas crianças, o que se torna uma grande mazela da sociedade.
Em primeiro lugar, é importante desmistificar o discurso popular pelo qual afirmam que criança acima do peso é saudável, romantizando a obesidade infantil e menosprezando suas possíveis consequências. Isso porque uma alimentação desequilibrada pode acarretar diversas enfermidades graves, como pode ser observado no documentário “Muito além do peso”, o qual mostra que as doenças, antes vistas apenas nas faixas etárias dos adultos, estão cada vez mais presentes na vida dos pequenos, podendo aumentar, até mesmo, o índice de mortalidade dessa parcela da sociedade.
Além disso, vale destacar que com o advento da tecnologia – a partir das Revoluções Industriais - e a crescente inserção das crianças no uso de aparelhos eletrônicos, como os celulares, os computadores e os vídeo games, aumentam demasiadamente os índices de sedentarismo e, consequentemente, de obesidade. Isso porque em vez de se divertirem com brincadeiras, como os tradicionais piques e esportes em grupo, ficam cada vez mais parados na frente das telinhas, perdendo o interesse pela prática de esportes físicos e mantendo um superávit calórico.
Percebe-se, pois, que é essencial para a vida de todos, inclusive das crianças, a criação de hábitos alimentares saudáveis e práticas de exercícios regulares. Dessa forma, o governo, por meio do Ministério da Educação e da Saúde, poderia investir em projetos nas escolas, como palestras com nutricionistas para os responsáveis e para os alunos, mostrando a importância dos hábitos salutares, os perigos da obesidade e apresentando os vegetais e frutas para as crianças. Além disso, deveria valorizar mais as aulas de educação física e incluir lanches e almoços salutíferos nos cardápios das instituições de ensino. Com isso, seria possível amenizar a negligência com a alimentação, dando lugar a refeições mais conscientes e saudáveis, por conseguinte, evitando a obesidade infantil.