Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 01/12/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Conquanto, ao atenta-se para o cenário da obesidade infantil no Brasil, observa-se que existe desafios que impedem essa parcela da população desfrutar esse direito universal mencionado na DUDH. Nessa perspectiva, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Todavia, ocupando a nona posição da economia mundial, segundo o Banco Mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Entretanto, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido no alto número de crianças brasileiras sedentárias. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2017, 2,4% dos meninos e 9,4% das meninas eram considerados obesos no Brasil, causada pela ausência de atividades físicas. Dessa forma, essa parcela da população acaba sendo inclusas em grupos de pessoas suscetíveis a desenvolver doenças autoadquiridas como hipertensão e diabetes. Diante do exposto, é necessário um postura do Estado diante desse empecilho.

Faz-se mister, ainda, salientar a atuação de propagandas voltadas à divulgação dos chamados  “fast-food” como impulsionador do imbróglio. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “Modernidade Líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, os produtos calóricos são adornados de cores e personagens expressivos que fomentam o poder de comprar naqueles que os vê, aumentando o consumismo. Assim, a mentalidade consumista que desenvolvem nas criança, faz com que essa não se importe com a sua saúde e que esteja apenas interessada na forma em como é apresentado o produto.

Infere-se, portanto, é indispensável a adoção de medidas capazes de combater o avanço da obesidade infantil. Logo, cabe ao Ministério da Saúde em parceria com as secretarias de educação municipais, promover palestras e campanhas nas escolas públicas e privadas mostrando as consequências de possui uma alimentação desregulada e desenvolver o dia da caminhada toda a semana influenciando a prática cotidiana de exercícios, com um profissional da área. Nesse sentido, o fito de tal ação é minimizar doenças casadas pela obesidade e zelar a saúde infantil. Somente assim, esse problema será, gradativamente erradicado, pois, conforme Gabriel o Pensador “na mudança do presente a gente molda o futuro”