Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 26/10/2022
Em “Duplin”, filme americano, a jovem protagonista desenvolveu obesidade graças à sua família. Assim como na ficção, a obesidade infantil está presente na vida das crianças e adolescentes brasileiros, aprimorada pelo descaso da família e preconceito da sociedade. Assim, a mazela torna-se caso de saúde pública.
Sob esse viés, ressalta-se que no Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 1 em cada 3 crianças sofre com a moléstia da obesidade infantil. Neste contexto, o descaso da família está diretamente relacionado, pois para a psicóloga Valéria Jussara, a obesidade está mais ligada ao estilo de vida do que a fatores genéticos. Ou seja, rotinas sedentárias, alimentação não saudável e sono desregulado são exemplos de práticas controladas pelos responsáveis à criança, mas que não está sendo executada, segundo o IBGE. Tal conduta, além de dificultar o combate à efemeridade, contribui, também, para o aumento de doenças cardíacas (2,5), respiratórias (3,5) e psicossocial (5,8), como depressão e baixa autoestima.
Além disso, o combate à obesidade infantil também é impedido pelo preconceito da sociedade. Segundo a teoria de socióloga Hannah Arendt em “Banalidade do Mal”, quando naturaliza-se a discriminação, volta-se a própria sociedade como um distúrbio .Logo, a teoria aplica-se a gordofobia, preconceito contra pessoas gordas, pois para um estudo realizado pelo Nature Medicine, o estigma vai de encontro ao desenvolvimento da sociedade na medida em que compromete a saúde, afeta suas relações sociais e dificulta o acesso de pessoas acima do peso ao mercado de trabalho e a tratamentos adequados.
Infere-se, portanto, que a obesidade infantil é um malefício ao jovem, sendo seu combate dificultado pelo preconceito e pelo descaso familiar. Por isso, cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde e do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, criar atividades em grupo que entrelace a família, como rotinas de exercícios físico e educação alimentar,com profissionais da área, para que a obesidade em crianças diminua. Além disso, que a mídia, principal difusora de informações, realize propagandas, através de meio de telecomunicação para acabar com o preconceito e evitar o ocorrido em “Duplin”.