Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 10/12/2020

A Terceira Revolução Industrial, que se deu principalmente no século XX, promoveu a criação de inúmeras tecnologias. Com o auxílio destas, os alimentos passaram por uma revolução, a qual gerou um uso de substâncias maléficas à saúde. Nesse sentido, é impreterível a discussão acerca do aumento da obesidade infantil, pois tal patologia causa efeitos na saúde mental. Também pode-se afirmar que a ascensão dos alimentos ultraprocessados corroborou com o acréscimo de crianças obesas.

Em primeiro plano, é importante afirmar que, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o consumo de alimentos artificiais cresceu 9,3% em 2015. Com isso, não há dúvidas de que a obesidade infantIl aumentará no mesmo ritmo, afinal os pais preferem alimentar seus filhos com comidas prontas, ao invés de preferirem a compra por alimentos orgânicos e saudáveis.

Outrossim, existe outro empecilho causado pela obesidade na infância: o aparecimento de distúrbios psicológicos. De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de Utrecht, na Holanda, foi constatado que as crianças com sobrepeso ou obesidade na infância tiveram quatro vezes mais risco de desenvolver uma depressão severa. Sob tal ótica, é necessária uma maior atenção advinda dos progenitores, já que tal patologia muitas vezes leva ao desânimo profundo e, em alguns casos severos, ocorre o suicídio.

Portanto, urge a necessidade do Ministério da Saúde, em parceria com o da Educação, veicular campanhas que, por meio da explicação de que a obesidade infantil causa muitos impactos na saúde física e mental do filho, convença os pais a alimentarem melhor seus descendentes, a fim de agravar tal problemática presente no país. Com isso, é fato que as mortes causadas por doenças cardiovasculares e respiratórias cessarão no futuro.