Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 16/01/2021

No livro “Vidas secas”, do autor Graciliano Ramos, conta a história de um homem chamado Fabiano e sua família que passava por momentos de dificuldade e, consequentemente, faltavam alimentos no lar. Fora da Literatura, a atual situação vivenciada por muitos brasileiros é outra, a obesidade. Causada por fatores como má alimentação e sedentarismo, ela demonstra ser um dos principais problemas que afetam as crianças. Dessarte, é de suma importância analisar o papel das escolas e da mídia na problemática em questão.

Em primeiro plano, as instituições de ensino, quando negligenciam na ausência de aulas sobre educação alimentar, é uma das principais responsáveis pela obesidade infantil. É por intermédio das escolas que as crianças aprendem sobre a glicose, carboidratos e lipídios na refeição, todavia, este aprendizado encontra-se disperso ao não estar melhor relacionado com o cardápio do aluno. Por conseguinte, tal atitude corrobora para, como apontado pelo Institudo Brasileiro de Geografia e Estatística, uma a cada três crianças estar acima do peso.

Ademais, a mídia, ao associar o consumo de alimentos industrializados como forma de ascenção social, obtém uma parcela de culpa nos desafios para combater a obesidade infantil. É nas obras ficcionais que romantizam a ingestão exagerada de comidas altamente processadas em uma vida sedentária, que as crianças começam a normalizar tal situação, ao invés de questionarem a falta de uma alimentação saudável no cotidiano, como se a marca do produto fosse mais importante que a composição nutricional. Desse modo, diversos pais cedem ao pedido dos filhos e contribuem para que estes consumam os alimentos que são considerados melhor pela cultura de massa, como conceituado pelo sociólogos da Escola de Frankfurt, o que prejudica no desenvolvimento do caratér crítico dessas crianças.

É imprescindível, portanto, que os desafios do combate à obesidade infantil precisam ser solucionados. Destarte, cabe à Secretaria de Educação, em parceria com nutricionistas, implementar a disciplina de educação alimentar na grade curricular básica do estudante e fornecer suporte para que haja horta nas instituições, a fim de dinamizar e consolidar o aprendizado. Outrossim, é necessário que a mídia, juntamente aos sociólogos, crie ficções engajadas que discutam os benefícios da alimentação saudável associada à prática de exercícios físicos, ao invés de estimular o consumo de alimentos industrializados para marcar ascenção social, com o propósito de conscientizar e difundir o pensamento crítico. Como consequência, as insituições de ensino e a mídia irão fornecer uma base sólida essencial que axulia no combate à obesidade infantil no país.