Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 17/12/2020
A Constituição Federal brasileira, promulgada em 1988, garante a todo cidadão a promoção de saúde e bem-estar. No entanto, no Brasil, os crescentes índices de obesidade infantil representam um risco à saúde de crianças e adolescentes, principalmente devido aos seus estilos de vida e âmbitos familiares. Convém, portanto, analisarmos as principais causas, consequências e possível medida para atenuar o quadro no país.
Inicialmente, é importante destacar os fatores que levam os jovens ao sobrepeso. De acordo com o documentário “Muito Além do Peso”, o sedentarismo e os maus hábitos alimentares, resultados de uma vida cada vez mais corrida, são os principais motivadores da obesidade. Assim, é possível perceber a alarmante capacidade da doença de atingir crianças e adolescentes cujos pais não têm um estilo de vida saudável, devido a desinformação sobre os riscos que estão correndo.
Como consequência, um número cada vez maior de jovens são acometidos pelo problema no Brasil. Segundo uma publicação da Fiocruz, cerca de 15% das crianças e 8% dos adolescentes são obesos no país e, dentre esses, 8 em cada 10 permanecerão obesos na fase adulta. Desse modo, esses indivíduos tornam-se mais suscetíveis a problemas de saúde futuros, o que representa um grave risco à saúde pública a longo prazo e deixa evidente a necessidade de ações do Estado que reduzam os impactos da obesidade nessa fase da vida dos cidadãos brasileiros.
Portanto, cabe ao Governo Federal agir para prevenir a doença entre os jovens. Para isso, o Ministério da Saúde, em conjunto com o Ministério da Educação, poderia criar projetos que levassem o debate sobre o tema aos pais e alunos, por meio de palestras com profissionais de saúde nas escolas e comunidades, a fim de elucidar o tema e orientar as famílias sobre a prevenção e o tratamento, além de oferecer ajuda médica para aqueles que precisassem. Assim, enfrentaremos os desafios de combate à obesidade infantil no Brasil.