Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 31/12/2020

Na antiga cidade de Esparta, as crianças já ingressavam no treinamento do exército aos 7 anos de idade, para crescerem fortes e responsáveis. Apesar de não ser o ideal para nossa sociedade, esse exemplo mostra que as crianças precisam ser educadas o mais cedo possível, especialmente no que diz respeito a obesidade infantil. Isso porque, atualmente, as crianças recebem uma péssima alimentação, sem valores nutritivos, e não praticam atividade física, o que leva a um enorme aumento na obesidade infatil.

Em primeiro lugar, a má alimentação é uma das grandes responsáveis pela obesidade infantil. Como mostra o filme “Matilda”, em que a filha de um casal se alimenta bem, porque estudou muito sobre a importância disso, enquanto o outro filho se alimenta mal e é obeso, os hábitos alimentares apresentam grande influência sobre o crescimento da obesidade infatil. Assim, se as crianças só tiverem acesso aos alimentos industrializados e fast foods, que não apresentam grande valor nutricional, elas irão ganhar cada vez mais peso que o considerado saudável, o que aumenta as chances de doenças crônicas, problemas cardíacos e respiratórios, e, segundo o Ministério da Saúde, essa já é uma realidade no Brasil, pois uma em cada três crianças de 5 a 9 anos já tem excesso de peso.

Outrossim, a falta de exercícios é um contribuinte para o aumento da obesidade infatil. De acordo com os estudos sobre o corpo humano, o colesterol seria composto pelo “bom”(HDL) e o “ruim”(LDL), sendo que o primeiro é aumentado com a prática de atividade física e combate as doenças crônicas e problemas de saúde. No entanto, as crianças e adolescentes da sociedade atual já nascem ingressadas no universo tecnológico e, com isso, passam horas sentadas ou deitadas usando dispositivos eletrônicos, o que aumenta o sedentarismo e, consequentemente, as chances de se tornar obeso logo na infância.

Desse modo, a má alimentação e a falta de atividade física precisam ser evitadas para combater a obesidade infatil. Portanto, o Ministério da Saúde deve enfrentar a obesidade na infância, por meio do preparo de um cardápio ideal para as crianças e adolescentes, o qual será direcionado para as escolas e para os responsáveis das crianças, com a finalidade de direcionar a alimentação de forma saudável e repleta de valores nutritivos. Além disso, o Ministério da Educação deve combater a falta de exercício físico entre as crianças, por meio de palestras sobre a importância de se exercitar, as quais serão direcionadas aos jovens e seus responsáveis e irão alertar sobre o perigo que sua falta pode trazer à saúde, para que a prática seja influenciada tanto na escola quanto em casa. Dessa forma, a má alimentação e falta de exercícios serão combatidos, bem como a obesidade infatil.