Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 23/12/2020
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, todo jovem tem o direito a proteção à saúde, mediante a políticas públicas sociais que colaboram para o seu desenvolvimento sadio. Entretanto, a realidade vivida pelos adolescentes é outra, pois as crianças brasileiras estão tornando-se, cada vez mais cedo, obesas e não tendo, assim, um bom desenvolvimento. Sendo assim, nota-se que a obesidade infantil é um grave problema atual, seja pelos hábitos não saudáveis, seja pela alimentação inadequada.
Em primeiro lugar, é necessário analisar os hábitos adquiridos ainda na infância. Nessa esteira, segundo uma pesquisa feita pelo Painel Nacional de Televisão, em 2019, foi comprovado que as crianças passam mais tempo em frente da televisão do que praticam algum esporte, pois os responsáveis usam dessa tecnologia para distrair as crianças enquanto precisam trabalhar. Nesse viés, isso acontece porque esse tipo de tecnologia é apresentada para as crianças cada vez mais cedo e, atualmente, as mães também estão no mercado de trabalho e precisam que as crianças fiquem entretidas com outras coisas. Dessa forma, é notório o quanto os novos hábitos contribuem para que as crianças fiquem sedentárias e adquirem obesidade ainda na infância.
Ademais, atualmente, as comidas industrializadas estão muito presentes no dia a dia das pessoas. Nesse contexto, os restaurantes de comida rápida influenciam as crianças a consumirem esse tipo de lanche, mesmo não sendo saudável, pois além de ser gostoso, vem acompanhados dos brinquedos divertidos. Nesse sentido, a alimentação de alimentos não saudáveis ainda na primeira infância contribui para a obesidade infantil, que perpassará pela adolescência, contribuindo para um jovem deprimido e que se alimentará ainda mais. Dessa maneira, isso mostra a importância de uma boa alimentação ainda na infância, para que a criança cresça saudável, sem problemas físicos e mentais.
Portanto, com o intuito de combater a obesidade infantil o Ministério da Família deve publicar os malefícios que causam às crianças por ficarem em frente à televisão e incentivar os pais a interagirem com os filhos fora de casa e praticar atividade física. Outrossim, o Ministério da Saúde deve atuar em conjunto das mídias sociais e publicar os benefícios de uma boa alimentação, por meio de vídeos animados e didáticos, que mostrariam as figuras de alimentos saudáveis e as crianças felizes comendo. Tal medida tem o intuito de incentivar as crianças a se alimentarem melhor e, dessa forma, diminuir os riscos de adquirirem a obesidade na infância. Talvez assim, o Estatuto da Criança e do Adolescente seja cumprido na prática.