Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 30/12/2020

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a OMS, sáude é o completo bem estar biopsicossocial. Entretanto, esse estado de vida tem se distanciado de uma parcela das crianças brasileiras, já que a falta de orientação e a grande veiculação do marketing de alimentos dificultam o combate à obesidade infantil no país. Dessa forma, são necessárias medidas para minorar essa problemática.

Em primeira análise, é notório que sem as informações necessárias, torna-se dificultoso o processo de educação alimentar da criança. Sob esse viés, segundo o Ministério da Saúde, a falta de orientação quanto aos hábitos alimentares pode ser um fator contribuinte para o excesso de peso na população infantil. Desse modo, é impossibilitado uma mudança significativa de reeducação alimentar, tendo em vista que a criança não possui o conhecimento por si só e depende da instrução de um responsável. Logo, realizar o acompanhamento e direcionamento da alimentação desse grupo é imprescindível para combater a manutenção da obesidade.

Em segunda análise, vale ressaltar que as propagandas de alimentos com alto teor calórico colaboram para o aumento da obesidade infantil no país. Nesse contexto, de acordo com a pesquisadora Karla Campos, diversas técnicas publicitárias, como a oferta de jogos e brinquedos oferecidos juntos com alimentos, são utilizadas pelas empresas, principalmente pelas fast food. Dessa maneira, a utilização de tais práticas midiáticas contribui para a ingestão de alimentos não saudáveis, uma vez que os brindes são atrativos e fazem a criança desejar o produto. Assim, mostrar a relevância da alimentação saudável é importante para o conhecimento de uma abordagem diferente da veiculada.

É tácito, portanto, que são necessárias medidas para combater a obesidade infantil no Brasil. Dessa forma, as escolas devem fazer um programa de orientação, por meio de oficinas com temas voltados para promoção de dietas saudáveis, hábitos alimentares e nutrição, acompanhadas por médicos e nutricionistas, para instruir as crianças da forma correta e adequada para cada faixa etária. Além disso, é válido que a mídia deixe de fazer um papel apenas publicitário, veiculando sobre informações dos riscos de produtos gordurosos e hipercalóricos, para alertar sobre os danos de uma alimentação irregular. Desse modo, tomadas as devidas medidas, o bem estar promulgado pela OMS será uma realidade para as crianças do Brasil.