Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 06/01/2021
No filme A Fantástica Fábrica de Chocolate, pode-se observar como uma empresa de doces formula várias formas de atender aos desejos infantis, elaborando uma série de produtos diferenciados que despertem o interesse das crianças. Entretanto, essa situação não está limitada a ficção, sendo bem comum na vida real, fato que contribue para a intensificação da obesidade na primeira idade. Portanto, deve-se discutir como a publicidade e a gordofobia se mostram como desafios no combate a obesidade infaltil.
Mormente, é muito comum em anúncios publicitários o uso apelativo de elementos que despertem o interesse das crianças ao consumismo. Exemplo disso são os fast foods que fazem o uso de brinquedos como brindes em lanches, uma vez que despertam o interesse da criança em comer o lacnhe para ganhar o brinquedo. Desse modo, as crianças passam a consumir mais alimentos processados, contribuindo para o sobrepeso e todos os demais problemas físicos e mentais associados.
Consequentemente, esses indivíduos passam a ser alvos de piadas e preconceito dos amigos e colegas de escola, a gordofobia. Segundo o neurocientista Fernando Gomes, o bullying escolar que essas crianças sofrem pode impactar gravemente sua saúde mental, e acaba fazendo com que eles não consigam superar a obesidade. Ademais, esse preconceito pode agravar ainda mais a saúde desses jovens, podendo gerar casos de ansiedade e depressão, fazendo com que venham ganhar mais peso.
Destarte, é de suma importância que essa problemática seja resolvida, pois assim como disse o filosófo Platão, o importante não é viver, e sim viver bem. Logo, o governo federal deve adaptar as diretrizes e intensificar a fiscalização sobre as publicidades infaltis, por meio da criação de um orgão específico, que fiscalize e se necessário reformule as propagandas apelativas que podem promover o consumismo pelas crianças, a fim de garantir que tenham pensamento livre sobre o que comer, diminuindo o consumo de fast food. Para, somente assim, não somente viverem, mas sim, viverem bem.