Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 11/01/2021

No filme “Preciosa”, a protagonista, sofre, constantemente, “bullying” de sua família, por conta de seu alto peso, advindo de uma má alimentação desde a infância." Acerca dessa lógica, a inópia de ensino alimentar aos pais contribui, em geral, para o aumento dos casos de obesidade nos filhos. Não obstante, em busca de lucro, muitas empresas alimentícias acabam por vender anúncios de produtos, muitas vezes, com baixo valor nutritivo. Logo, atos estatais que mudem os fatos fazem-se prementes.

Destarte, a alimentação errônea dos pais contribui, em maioria, para a maior propensão à obesidade nos filhos. Sob essa óptica, como excertado pelo filósofo Pitágoras, “Educai as crianças e não será necessário punir os homens”. Nesse viés, é notável que, com a formulação de uma dieta rica e nutritiva desde a infância, a criança possui substanciais chances de possuir uma alimentação saudável ao longo de sua vida, entretanto, tais hábitos precisam ser apresentados pelos pais, visto que, em maioria, as crianças buscam imitar aquilo que veem, adquirindo os hábitos dos pais como forma de aceitação. Desse modo, ações que modifiquem esse cenário são importantes.

Outrossim, a má alimentação da maior parte da população possui, em grande parte, interesses econômicos por trás. Nessa conjuntura, salientado pelo economista Karl Marx, em um mundo capitalizado, a busca pelo lucro ultrapassa valores éticos e morais. À vista disso, numerosas empresas multinacionais buscam a padronização da alimentação mundial, notado que, detentoras dos monopólios, tais instituições acabam por lucrar mais, quando ocorre uma massificação dos produtos consumidos, que, na maioria das vezes, possuem baixos valores nutricionais e são, por vezes, vendidos com propagandas que insinuem à felicidade e à realização pessoal, velando os valores calóricos. Por conseguinte, medidas que visem ao bem-estar social são necessárias.

À luz dessas considerações, atos públicos são essenciais para menorizar a obesidade infantil no Brasil. Portanto, é fulcral que o Ministério da Saúde deve realizar palestras em locais públicos, como parques e praças, com nutricionistas, que instruam a maior parte da população acerca do cultivo de uma boa alimentação desde a infância, se voltando, principalmente, para as relações entre pais e filhos, visando à integração de todos a um melhor estilo de vida. Ademais, o Ministério das Comunicações deve instituir medidas que cobrem dos anunciantes de alimentos as informações nutricionais ao final das propagandas, aplicando multas as empresas que não cumprirem as medidas, visando ao esclarecimento da maior parte da população. Por esses intermédios, a obesidade infantil pode deixar de ser um imbróglio no País.