Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 12/01/2021
Na obra “Modernidade Líquida” do sociólogo Zygmunt Bauman o mundo contemporâneo é marcado pela rapidez e impessoalidade nas relações e atitudes. Na perspectiva desse novo mundo, a alimentação foi negligenciada e a obesidade, principalmente infantil, se tornou uma problemática do século XXI. A falta de assistência educacional e econômica ilustram esse cenário conturbado.
Nesse viés, o documentário “Muito além de peso” retrata essa realidade nacional, a qual a nomeiam como “a epidemia da obesidade infantil” baseadas em pesquisas e análises feitas por profissionais da saúde, e até indivíduos que sofrem com seu sobrepeso. Visto que, a infância na atualidade é caracterizada por doenças cardiovasculares, diabetes e aumento do colesterol pela falta de amparo na formação do indivíduo que cresce não sabendo a importância da alimentação saudável e como pode a mesma pode afetar na vida sob várias perspectivas.
Sob essa concepção, o Ministério de Saúde realizou pesquisas nas quais apontam que 8,4% dos adolescentes são obesos e que mais de 30% das crianças se encontram com excesso de peso. As causas pelas quais esses números cresceram são explicadas pelo filósofo Karl Marx, caracterizando o capitalismo como um dos agentes. Já que a ganância por dinheiro e crescimento ultrapassam os valores éticos e morais, nesse sentido, essas empresas utilizam a publicidade como uma linguagem apelativa direcionada às crianças e principalmente por vincularem a compra do produto à felicidade.
Portanto, é notória a relevância da problemática apresentada. Com isso, para que as consequências sejam as menores é de grande importância a participação da família em conscientizar as crianças, ao apresentar os riscos que a má alimentação pode ocasionar. Diante as publicidades antiéticas, a CONAR ( Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária) deve fiscalizar profundamente e ser mais rígida com os conteúdos enviados à sociedade, proibindo qualquer apologia antiética e junto com o Ministério da Educação e Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, as merendas de escolas públicas deve ser auxiliadas por profissionais da saúde, como nutricionistas para garantir assim a alimentação feita de forma saudável. Se tudo isso for feito de forma efetiva, os índices de obesidade infantil devem diminuir.