Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 13/01/2021
Na obra “Modernidade Líquida”, do sociólogo Zygmunt Bauman, o mundo contemporâneo é marcado pela rapidez nas relações e atitudes. Na perspectiva desse novo mundo, a alimentação foi negligenciada e a obesidade, principalmente infantil, se tornou uma problemática do século XXI. A falta de assistência educacional e econômica ilustram esse cenário conturbado.
Nesse viés, o documentário “Muito além de peso” retrata essa realidade nacional, a qual a nomeiam como “a epidemia da obesidade infantil” baseadas em pesquisas e análises feitas por profissionais da saúde e até indivíduos que sofrem com seu sobrepeso, visto que, a infância na atualidade é caracterizada por doenças cardiovasculares, diabetes e aumento do colesterol. Tudo isso devido a falta de amparo na formação do indivíduo que cresce não sabendo a importância da alimentação saudável e como pode a mesma pode afetar na vida sob várias perspectivas.
Sob essa concepção, o G1 realizou pesquisas nas quais apontam que mais de 32% das crianças se encontram com excesso de peso. As causas pelas quais esses números cresceram são explicadas pelo filósofo Karl Marx, caracterizando o capitalismo como um dos agentes. Já que a ganância por dinheiro e crescimento ultrapassam os valores éticos e morais, nesse sentido, essas empresas utilizam a publicidade como uma linguagem apelativa direcionada às crianças e principalmente por vincularem a compra do produto à felicidade.
Portanto, é notória a relevância da problemática apresentada. Com isso, para que as consequências sejam as menores é de grande importância a participação da família em conscientizar as crianças, ao apresentar os riscos que a má alimentação pode ocasionar. Diante as publicidades antiéticas, a CONAR ( Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária) deve fiscalizar profundamente e ser mais rígida com os conteúdos enviados a sociedade, proibindo qualquer tipo de apologia antiética, e junto com o Ministério da Educação, as merendas de escolas públicas devem ser auxiliadas por profissionais da saúde, como nutricionistas para garantir, assim, a alimentação feita de forma saudável. Se tudo isso for feito de forma efetiva, os índices de obesidade infantil devem diminuir.