Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 05/02/2021

O Estatuto da Criança e do Adolescente de 1990 assegura ao menor, legalmente, o direito à saúde. No entanto, tal garantia é deturpada, visto que as taxas de obesidade infantil não vem sendo reduzidas. Esse cenário ocorre não só em razão da negligência dos pais quanto a alimentação dos seus filhos, como também pelo estilo sedentário das crianças. Logo, faz-se  imprescindível a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar tais entraves e consolidar, de fato, os direitos constitucionais.

Em primeira análise, é preciso reconhecer a influência dos pais no comportamento dos filhos. Nesse sentido, destaca-se a educação quanto ao paladar das crianças. De acordo com o filósofo iluminista, Jean-Jacques Rousseau, a infância é uma fase de extrema importância, pois seus acontecimentos irão afetar hábitos e condutas desses futuros adultos. Dessa forma, a maneira que os indivíduos, principalmente os menores, se alimentam são utilizando como base suas primeiras experiências de vida, que são inspiradas nas referências alimentares dadas pelos os seus responsáveis.

Paralelamente, ainda existe a problemática do estilo de vida sedentário da parcela da população mais jovem. Sob tal ótica, é válido citar os dados da OMS, que afirmaram que 78% das crianças brasileiras não fazem o mínimo de atividade física. De tal maneira que explica a razão da problemática sobre obesidade infantil, pois essa situação ocorre devido a ausência de um horário reservado para a movimentação do corpo, porém esse período de tempo é passado muitas vezes sentado em frente a um computador ou tv, contribuindo para o sedentarismo.

Diante do exposto, fica evidente que a influência parental é de importância vital para a formação de uma alimentação benéfica, bem como um disposição para separar um momento do dia para atividade física. Assim, é necessário que o Ministério da Saúde, em parceria com as escolas públicas e privadas, devem preparar um seminário para os pais dos alunos, administrado por um grupo de nutricionistas, que orientem sobre uma dieta balanceada, a fim de diminuir a ocorrência do sobrepeso infantil. Além disso, nas mídias sociais do órgão público, é preciso que seja publicado vídeos feitos por especialistas com dicas de brincadeiras dinâmicas, que exijam uma movimentação do corpo, para que as crianças possam ter um estilo de vida mais saudável e que seja cumprido, de fato, o direito defendido no ECA.