Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 12/02/2021

No filme “Tá chovendo hambúrguer” é retratado um grupo de personagens envolvidos numa catástrofe chuva de hambúrgueres, efeito que surgiu a partir da invenção de um cientista que buscava alternativa para a felicidade das pessoas. Ao longo da trama, a narrativa revela que o consumo diário dos hamburgueres e outros alimentos gordurosos tem como consequência a obesidade e  doenças crônicas em crianças. Fora das telas, fica claro que a realidade atual pode ser relacionada com a do século XXI: constantemente, as redes de “fast-food” são encarregadas a trazer essa alegria, entretanto, o consumo desse sistema, juntamente da falta de exercícios físicos são as principais causas da obesidade infantil, gerando como consequência doenças crônicas e a diminuição da expectativa de vida.

Em primeiro lugar, é importante destacar que a obesidade infantil vem da compulsão alimentar, que busca o prazer momentâneo que os produtos gordurosos e industrializados, com alto de teor de açucar geram. Como consequência, o consumo diário desses alimentos resulta no aparecimento de doenças crônias, como alto colesterol, diabetes e problemas nas articulações. De acordo com o Sistema Único de Saúde (SUS) de Belo Horizonte, em 2016 o número de atendimentos relacionados à obesidade entre o público de 0 a 19 anos triplicou em relação à 2010. Assim, fica evidente que a obesidade infantil é extremamente prejudicial à saúde das crianças.

Além disso, os mals hábitos alimentares e a falta da prática de exercícios físicos também colaboram para a diminuição da expectativa de vida dessas crianças. Segundo afirma Ravagnolli, nutricionista do Centro de Reecuperação a Educação Nutricional, pela primeira vez na história, por conta de uma alimentação inadequada, as crianças tem uma expectativa de vida menor que a de seus pais. Logo, fica evidente que se as crianças do século XXI mantiverem os mesmos mals hábitos alimentares, no futuro, teremos uma sociedade contida por adultos com uma péssima qualidade de saúde e baixa expectativa de vida.

Portanto, é preciso que o Estado tome providência para amenizar o quadro atual. Para  instruir a população sobre os efeitos nocivos de uma alimentação inadequeda, principalmente na infância, urge que o Poder Público realize palestras gratuitas, para pais e filhos, por meio das secretárias de saúde, que falem sobre a educação nutricional com práticas recreativas em relação a rotulagem e publicidade dos alimentos. Somente assim, será possível evitar que cenas como a vista no filme “Tá chovendo hambúrguer” esteja presente na sociedade atual.