Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 23/04/2021

Com a Revolução Industrial, no século XVIII, houve um grande avanço tecnológico que contribuiu para o aumento da produção de alimentos, devido à criação e utilização de adubos e fertilizantes, entre outras inovações. No entanto, essas melhorias proporcionou um grande alcance dos alimentos industrializados às pessoas, o que provocou problemas, como a obesidade, principalmente entre as crianças. Nesse viés, caracterizam-se esse quadro a modernidade atual e o uso da internet, bem como fatores de ordem educacional.

Em primeira análise, é válido ressaltar que o grande uso da tecnologia interfere nos hábitos saudáveis. A partir disso, observa-se que muitas crianças estão deixando de praticar atividades físicas e esportes para usufruir de jogos “online” apenas em casa, o que leva ao sedentarismo e, consequentemente, à obesidade. Esse ponto de vista é corroborado pelo documentário brasileiro “Além do peso”, o qual mostra que jovens obesos passam mais tempo em casa nos seus “video-games” e as consequências desse quadro na saúde delas. Logo, percebe-se que a falta de atividades físicas ao ar livre intensifica essa problemática.

Outrossim, a mídia corrobora para a má alimentação dos jovens, devido as táticas de propaganda e publicidade. A princípio, Karl Marx afirmava que, em um mundo capitalizado, a busca pelo lucro se sobrepõe aos valores éticos e morais. Nesse sentido, as indústrias alimentícias vendem seus produtos atrelados a imagens de felicidade e realização. No caso do público infantil, há uma enorme venda vinculada a personagens infantis com direito a brindes, para atrair a atenção desse público-alvo. Por conseguinte, essas propagandas das empresas induzem a uma má alimentação e atingem fortemente o consumidor infantil.

Fica evidente, portanto, a necessidade de combater a obesidade infantil. Logo, cabe às escolas, junto à família, conscientizar os jovens sobre a importância de uma alimentação saudável, por meio de palestras e debates nas salas de aula, além de diálogos esclarecedores em casa, a fim de que seja consolidado entre as crianças e os adolescentes bons hábitos alimentares e a prática de exercícios físicos. Além do mais, o Poder Público deve, por intermédio dos órgãos responsáveis, regular as propagandas alimentícias que circulam no país. Sendo assim, o Brasil conseguirá mitigar essa problemática.