Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 29/04/2021
A obesidade é uma doença crônica não transmissível, muito comum no Brasil, caracterizada pelo excesso de gordura corporal em um indivíduo. Esse modo de vida, pouco saudável, é comum na sociedade moderna, principalmente em crianças e adolescentes. Deste modo, uma alimentação inadequada pode ser um dos principais fatores para o desencadeamento da doença e uma péssima qualidade de vida. Com efeito disso, tanto a alta publicidade de alimentos processados, quanto o adoecimento precoce de crianças, decorrentes dos fatos apresentados, se tornam graves dificuldades quando se trata de saúde pública.
Em primeiro lugar, é fato que “fast foods” estão cada vez mais comuns na contemporaneidade, haja vista a alta divulgação, investimentos em publicidade para todo tipo de público e a alta atratividade para crianças. Contudo, o alto consumo de açúcar e carboidratos ainda quando o indivíduo está na infância, futuramente pode contribuir para os índices de obesidade infantil, uma vez que o paladar fica acostumado à isso e não há mais proteínas, fibras e vitaminas em inclusas em suas dietas. Infere-se, por conseguinte, que como esses alimentos são ricos em sal e gordura, há uma grande necessidade de controle e fiscalização da dieta dessas crianças.
Em segunda análise, não obstante a isso, a ausência de exercícios físicos e a falta de interesse em uma boa qualidade de vida é preocupante. De acordo com o Dr. Drauzio Varella, uma criança deve gastar em média 2200 calorias por semana, o que seria por volta de 2 horas de atividade física por dia. Assim, a medida que existem um alto consumo de alimentos ultraprocessados e uma falta de atividade que gaste energia, problemas cardiovasculares, hipertensão e colesterol elevado se tornam mais frequentes. Em virtude disso, a normalização desses maus hábitos deve ser, progressivamente, reduzida.
Portanto, a fim de resolver os problemas citados, medidas devem ser tomadas. Cabe ao Ministério da Educação, por meio de palestras escolares entre pais e mestres, abordar o problema, com a orientação de pediatras, no meio escolar. O profissional deve informar à família sobre os riscos da obesidade infantil, tanto na vida social quanto na sua saúde física, e orientá-las sobre o alto consumo de “fast foods” sem o controle necessário. Ademais, é preciso que o Estado, cumprindo a fala citada a priori do Dr. Drauzio Varella, inicie campanhas em mídias sociais que incentivem educação do paladar infantil, além de estimularem a prática de exercícios para a perda de calorias, por meio da prática de esportes. Assim, há de se esperar um país com menos índices de distúrbios alimentares e futuros adultos com melhores qualidades de vida.