Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 07/05/2021

A Frente Parlamentar Mista de Combate e Prevenção da Obesidade Infanto-Juvenil foi criada e implantada no Brasil para auxíliar na superação do sobrepeso em crianças e adolescentes. No entanto, por mais que medidas como essa sejam mecânismos importantes no que se refere à obesidade, os casos de excesso de peso, nessa faixa etária, continuam a crescer no país, devido a lacunas governamentais e familiares que se mostram desafios no combate à problemática.

Em primeiro lugar, é necessário analisar que, segundo a Constituição Federal de 1988, é dever do Estado zelar pelo bem-estar da população em critérios como alimentação e saúde. Entretanto, ao observar-se os casos de obesidade infanto-juvenil no país, é perceptível que isso não tem acontecido, o que mostra a existência de lacunas governamentais que vão de encontro a Carta Magna brasileira. Nesse sentido, é possível destacar a falta de campanhas, direcionadas aos pais, que busquem provocar mudanças na alimentação das crianças e os déficits em projetos escolares, que influênciem positivamente os jovens- desde os primeiros anos de aprendizado-, e que trabalhem a questão da alimentação saudável e balanceada e a prática de exercícios físicos. Assim, é notória a necessidade de alterações nesse cenário, já que esse se apresenta como um desafio ao combate à obesidade.

Em segundo lugar, cabe destacar também a existência de lacunas familiares em relação ao assunto que colaboram à permanência da obesidade infantil como um problema crescente no Brasil. Nessa linha de pensamento, tendo em vista que, de acordo com as ideias do sociólogo Durkheim, a família é um dos principais pilares responssáveis pela formação primária dos indivíduos, é visível que essas brachas impactam negativamente no combate ao sobrepeso dessa parcela social. Sob esse viés, é cabe resaltar, por exemplo, que, de forma precoce e exagerada, muitos pais influênciam seus filhos a comerem, alimentos industrializados com grandes teores de sódio e açúcar- que, além da obesidade, podem causar doenças como hipertenção e diabetes. Dessa forma, mudanças fazem-se necessárias.

Portanto, tendo em vista as falhas estatais e familiares com relação ao problema, urge que o governo federal, em parceria com o Ministério da Saúde, elabore projetos sociais voltados à alimentação e à prática de atividades físicas entre os infantes, visando preencher as lacunas do Estado e da família. Para isso, por meio do redirecionamento de verbas arrecadadas pela Receita Federal, investimentos em palestras e programas- em praças públicas, escolas e meios de comunicação como as redes sociais e a televisão- destinados às famílias e aos jovens devem ser feitos, buscando orientar os dois grupos em relação à alimentação saudável e ao desenvolvimento periódico de atividades físicas, contando com o auxílio de profissionais de nutrição e personal treiness.