Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 10/05/2021
“João e Maria”, um dos mais conhecidos contos de fadas dos irmãos Grimm, conta a história de dois irmãos, abandonados pelos pais em uma floresta que encontram uma casa feita de doces. Ao entrarem e os comerem, eles são aprisionados por uma bruxa, que continua alimentando-os com os açucarados para engordá-los. Na realidade brasileira, a obesidade infantil é um problema que apresenta desafios para seu enfrentamento, como más praticas alimentares e o sedentarismo, de forma que medidas de reformulação e incentivo são necessárias para resolver a problemática.
Primeiramente, a rotina alimentar diferente da ideal para os infantes é um problema para o combate à obesidade destes. O abuso de alimentos com altos índices calóricos são os principais vilões, uma vez que estes, a exemplo dos fast foods, refrigerantes e doces são os mais atrativos para as crianças, e, com isso, a tendência delas desejarem trocar os alimentos “normais” - mais saudáveis e balanceados - pelos ultraprocessados é enorme, de forma a escravizar o paladar daqueles, o que pode causar a obesidade. Um exemplo disso é a clássica história dos irmãos Grimm, em que João, ao ser preso, é alimentado apenas com guloseimas pela bruxa, com o intuito de engordar o garoto. Vê-se que uma alimentação não balanceada é um catalizador para a comorbidade.
Além disso, o sedentarismo infantil é outro impasse para o enfrentamento da patologia. Desde que a revolução digital se iniciou e os aparelhos eletrônicos ficaram mais acessíveis ao público geral, as crianças e jovens que, antes, para se divertir utilizavam-se de brincadeiras em que todo o corpo era utilizado, a exemplo de futebol e do “pega-pega”, agora passam o dia inteiro no ambiente online, completamente parados. Isso é mostrado por uma pesquisa feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em que 84% dos jovens brasileiros entre 11 e 17 anos são menos ativos do que o recomendado pela própria instituição. Percebe-se, então que a falta da prática de atividades físicas é um problema que corrobora com a obesidade infantil.
Portanto, com o objetivo de incentivar e melhorar a alimentação das crianças e adolescentes, é necessário que as escolas invistam em um cardápio balanceado para a merenda destes. Isso será feito por meio de nutricionistas - designados pelos Ministério da Saúde e Educação - que acompanharão as escolas e ajudarão a montar cardápios com uma variedade de alimentos mais saudáveis, com as doses certas de carboidratos, proteínas, legumes e verduras. Ademais, com vistas a evitar o sedentarismo, é preciso que as escolas incentivem a participação dos alunos nas aulas de educação física, por meio de campeonatos de esportes entre as turmas, que poderão ser realizados contraturno ou nos fins de semana. Desse modo, é possível realizar o enfrentamento à obesidade infantil.