Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 23/05/2021
Atualmente, a obesidade vem tornando-se um obstáculo cada vez mais frequente na sociedade brasileira, em especial entre crianças. Segundo o Ministério da Saúde, uma em cada três crianças brasileiras entre 5 e 9 anos de idade está com excesso de peso, e 8,4% dos adolescentes são obesos. Tal realidade torna-se alarmante, visto que o excesso de peso acarreta em problemas sérios na saúde física e psicológica do indivíduo.
Em muitos casos, tal adversidade é consequência da alimentação desordenada do jovem, que muitas vezes é ocasionada pelo controle emocional desequilibrado do mesmo. De acordo com a OMS, comer gera maior autoestima, assim, é comum pessoas que enfrentam certos problemas constantes usar a ingestão de alimentos como alternativa para serenar suas perturbações diárias.
Ademais, a OMS conceitua a obesidade como um dos maiores problemas do ramo. Com o aumento nos casos da doença, as crianças passam a ter uma expectativa de vida menor que a de seus pais, uma vez que as chances de desenvolverem as chamadas doenças crônico-degenerativas (tais como diabetes, colesterol alto, hipertensão ou cardiopatias), são elevadas.
“A obesidade infantil hoje no mundo tomou proporções que são danosas, principalmente, para a saúde pública. E quando nós falamos em crianças, temos que pensar que elas são os adultos de amanhã, e se desenvolverem maus hábitos alimentares, ausência da atividade física, e má qualidade de sono, serão adultos doentes”, alega o deputado Evandro Roman.
Nesse contexto, em maio de 2017, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) lançou o Manual de Diretrizes para o Enfrentamento da Obesidade na Saúde Suplementar Brasileira com o objetivo de auxiliar na mudança desse quadro. Para isso, é fundamental promover melhorias e incentivos na atenção à saúde relacionada à prevenção e ao combate da obesidade entre beneficiários de planos de saúde, assim como recomendações de melhorias na área de saúde.