Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 03/06/2021
Sabe-se que, na Pré-História, os valores eram distintos dos observados na contemporaneidade.Em confirmação, tem-se a “Vênus de Willendorf”, uma estátua paleolítica que exprime a obtenção de um corpo gordo como um sinônimo positivo. No entanto, no cenário vigente, os padrões de beleza estabelecem ideais contrários aos presentes na antiguidade, o que gera uma imposição cada vez maior, principalmente, nas crianças.Outrossim, o preconceito cresce a cada dia, o que pode levar ao estabelecimento de um tom radical.Sob essa ótica, a falta de conscientização acerca de uma vida saudável e a ausência parental tornam-se desafios do combate à obesidade infantil no Brasil.
A princípio, consequências acerca dos ideais de beleza podem ser observadas nas crianças. Hoje, pode-se destacar a busca pelo “corpo perfeito” como uma idealização geral, na qual, tal procura, em sua totalidade, é relacionada ao corpo magro. Essa realidade impõe, de maneira velada, esteriótipos nos efebos, que, ao não se encaixarem no proposto, estão à mercê de doenças psicológicas.Em confirmação, dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), estimam que 1% a 2% do total de pessoas acometidas pela depressão sejam crianças. Dessa forma, a prevalência de uma sociedade impositora estabelece um ambiente propenso ao surgimento de ações radicais.
Além disso, a presença de um corpo social predisposto ao radicalismo contraria os direitos básicos previstos por lei. De acordo com o Artigo 196° da Constituição Federal brasileira, políticas sociais e econômicas que buscam a redução do risco de doença e de outros agravos devem ser realizadas. Nesse viés, tal situação se torna contraditória, pois, ao conviverem diariamente com as pressões sociais, os efebos estão propensos a sofrer com doenças psicológicas e, também, quando obesas, com possíveis atitudes preconceituosas. Nesse contexto, a assistência parental e a conscientização acerca de uma vida saudável são fundamentais para que o comparecimento de um cenário positivo seja efetivado, e para que a obesidade infantil seja evitada.
Portanto, a falta de estimulação de bons hábitos e a ausência dos pais como aconselhadores tornam-se impasses no combate ao sobrepeso infantil. Diante disso, cabe à sociedade, aliada às mídias sociais, iniciar um processo de ressignificação, por meio de campanhas na internet que apoiem a diversidade, para que as crianças possam se desenvolver em um meio saudável e receptivo. Ademais, cabem às famílias, conscientizarem acerca dos benefícios de uma vida saudável e dos perigos que o sobrepeso pode trazer, por meio da presença ativa, como educadores, para que a comunidade infantil esteja menos propensa a sofrer com ações preconceituosas. Assim, passos serão dados no que tange o combate à obesidade infantil no Brasil.