Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 26/05/2021

Na série “Insatiable”, a personagem Patty sofre preconceito na escola por estar acima do peso, o que gera nela crises emocionais. Análogo a isso, no Brasil, é possível perceber como a obesidade infantil é potencializada, tanto pela influência do entorno social, quanto pelo sedentarismo. Dessa maneira, fazem-se necessárias medidas que busquem combater esses desafios que comprometem a saúde física e emocinal das crianças.

Em primeiro lugar, vale ressaltar como a cultura familiar tem o poder de influência direta na vida dos pequenos. Nesse contexto, levando em consideração que a sociedade moderna apoia-se na rapidez, como afirma a teoria “Modernidade Líquida”, de Zygmunt Bauman, a facilidade oferecida no preparo de industrializados torna-se um hábito, tendo os filhos como potenciais reprodutores. Porém, isso é prejudicial a saúde deles, pois está ligada ao aumento da obesidade inafantil e, consequentemente, a tendência de apresentar doenças como, colesterol, pressão alta, diabetes. Desse modo, é inegável como  essa “geração fast-food” não é nada benéfica e contribui para o agravamento da problemática.

Ademais, a falta de prática e incentivo a atividade física é outro desafio que  precisa ser discutido. Nesse prisma, o uso exarcebado da tecnológia é um dos fatores que traz acomodação e uso improdutivo dos horários “livres”. Nessa perspectiva, Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), até 2025 mais de 40 milhões de crianças com menos de cinco anos estarão obesas, se esse ritmo sedentário persistir.  Assim, uma mudança que venha solucionar essa inércia e incentivar o esporte é imprescindível.

Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para combater esses desafios que maximizam a obesidade infantil. Nesse sentido, as Prefeituras devem criar um espaço público, por meio de separação de impostos, destinado ao público infantil, oferecendo a prática de esportes, com a finalidade de conter esse impasse. Da mesma forma, o Ministério da Educação deve oferecer palestras nas escolas informando os pais sobre os danos da má alimentação. Assim sendo, poderá-se sair dessa inércia.