Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 02/06/2021

Consoante Confúcio, “O homem joga sua saúde fora para conseguir dinheiro, depois, usa o dinheiro para reconquista-la novamente”. De maneira análoga, percebe-se que há, no Brasil, uma dificuldade associada a falta de tempo para a prática de uma alimentação saúdavel. Dessa forma, urge que medidas sejam tomadas para amenizar esse imbróglio, que é motivada não só pela alimentação inadequada, mas também pela falta de uma educação alimentar.

Ademais, vale salientar, que desde a ocorrência do êxodo rural para a área urbana, o consumo exacerbado de alimentos industrializados aumentou, consequêntemente, alterando os hábitos alimentares familiares no Brasil. Nesse âmbito, o surgimento de restaurantes “fastfoods” evidenciam a redução do tempo dedicado às refeições, que passam a ser rápidas. Com isso, crescendo o número de doenças relacionadas à alimentação, como a diabetes mellitus, hipertensão, etc. Entretanto, de acordo com dados do Ministério da Saúde, a cada uma em três crianças de 5 e 9 anos de idade são obesas, e 8,4% dos jovens também. Assim, perpetuando cada vez mais essa letárgica conjuntura no território nacional.

Sob outra perspectiva, vale ressaltar a falta de educação alimentar como fator primordial para o acontecimento da obesidade infantil. Segundo a médica Maria Paula de Albuquerque, a educação alimentar é um dos pilares mais importantes a se ensinar às crianças em seus primeiros três anos de vida. Com efeito, a introdução aliementar iniciada a partir dos seis meses de vida é uma grande oportunidade para a criança criar um paladar alimentar saúdavel e assim iniciar uma vida com qualidade e sem estímulo para uma possível obesidade.

Urge, de acordo com os fatos supracitados que medidas sejam tomadas para solucionar a problemática. Contudo, o Governo Federal em consonância com o Ministério da Educação deve promover palestras no âmbito educacional, para pais, professores e pedagogos, com finalidade de informar e debater sobre uma alimentação inadequada e suas possíveis consequências. Também, o Governo Federal deve investir em publicidade nos meios midiáticos para propagar a informação sobre a obesidade infantil  e incentivar uma alimentação saúdavel desde os primeiros seis meses de vida. Assim, objetivando mitigar o problema.