Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 14/06/2021
Durante a idade média, em tempos da grande fome, o tamanho do corpo era sinônimo de vitalidade e de riqueza e estabelecia um padrão estético na sociedade mediavel conquistado pelo consumo excessivo de alimentos. No entanto, hodiernamente, diversos problemas- cardíacos, arteriais, respiratórios-, associados à indiscriminação alimentícia, foram descobertos com o avanço da medicina e geraram a necessidade de controle de uma epidemia global: a obesidade infantil. Nesse contexto, esse cenário nefasto ocorre não só em razão da negligência dos pais na educação alimentar dos filhos, mas também pelo estímulo ao consumismo das empresas fast-food.
Deve-se pontuar, de início, o papel dos parentais na alfabetização alimentar durante a infância dos filhos. Então, tendo em vista o filme “A fábrica de chocolate”, que demonstra um passeio na zona de produção de diversos doces, as crianças experimentam de maneira irrefreável- os chocolates da fábrica sem controle e limite impostos pelos pais. Dessa forma, assim como abordado na obra cinematográfica, ainda há parentais que negligenciam a prática da alimentação saudável e que não estabelecem restrições no consumo de alimentos o que, consequentemente, gera futuros consumidores propensos a desenvolver obesidade em alguma etapa de sua vida. A prova disso, de acordo com estatísticas alarmantes do Ministério da Saúde, somente 91,6% dos jovens brasileiros não são obesos.
Ressalta-se, ademais, que as medidas de persuasão adotadas pelas empresas alimentícias também influenciam nos hábitos alimentares das crianças. Chamada a famosa rede de restaurante fast-food Mc ‘Donalds, diversas ofertas são gerenciadas em lanches que acompanham brindes o que, por conseguinte, incita as crianças a consumirem mais lanches para resgatarem novos brinquedos. Nesse aspecto, igualmente ao que ocorre na rede Mc ‘Donalds, como empresas impulsionam o consumo excessivo de alimentos prontos e direcionam- com o uso de variados bônus- para o público infantil em razão da facilidade de manipulação. Logo, com o paladar persuadido, as crianças tornam-se causadas dos restaurantes e do risco à obesidade
Evidencia-se, portanto, a persistência de definição anterior no decorrer da saúde infantil. Nesse âmbito, compete ao núcleo familiar, órgão de maior autoria na educação alimentar das crianças, estimula a afalbetização alimentícia desde a infância por meio de cardápios saudáveis e variados, com o objetivo de estimular hábitos alimentares sadios e de gerar futuros consumidores conscientes- no que tange a rede de manipulação alimentícia. Feito isso, a sociedade pode caminhar para a plenitude da efetivação do combate à obesidade infantil