Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 01/07/2021
O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne à questão do combate à obesidade infantil. Nesse contexto, torna-se evidente como causas a má alimentação, bem como o sedentarismo.
Convém ressaltar, a princípio, que a má alimentação é um fator determinante para a persistência do problema. Em consequência disso, uma em cada três crianças brasileiras entre 5 e 9 anos de idade está com excesso de peso e aproximadamente 9% dos adolescentes são obesos, segundo dados do Ministério da Saúde. Nessa linha de pensamento, com o passar dos anos, os hábitos alimentares foram mudando e as crianças passaram a consumir mais alimentos industrializados, dificultando a resolução desse impasse.
Outrossim, o sedentarismo é um grande empecilho para a resolução da problemática. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a obesidade e o sobrepeso são um grande problema e vêm aumentando cada mais em toda a América Latina, com tendência de crescimento nas crianças. Dessa maneira, a obesidade está mais ligada ao estilo de vida do que a fatores genéticos. Nessa perspectiva, pode-se observar que precisa ocorrer uma mudança imediata nos hábitos das crianças.
Portanto, faz-se imprescindível que a mídia - instrumento de ampla abrangência - informe a sociedade a respeito dessa doença e sobre como afeta a vida das crianças e adolescentes, por meio de comerciais periódicos nas redes sociais, a fim de formar cidadãos informados. Paralelamente, o Ministério da Saúde deve promover debates e desenvolver projetos que possam combater a obesidade infanto-juvenil por intermédio de palestras e divulgações a respeito dessa doença, com o fato de amenizar o problema. Dessa maneira, espera-se promover uma melhoria na saúde das crianças brasileiras.