Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 08/10/2021
A Constituição brasileira de 1988 garante os direitos essenciais aos cidadãos, principalmente, o acesso à saúde e à uma alimentação saudável. No entanto, ao analisar o panorama persiste da obesidade infantil no país, infere-se, portanto, a presença da violação dos direitos presentes na Magda Carta. Esse fator ocorre, principalmente, devido à negligência governamental atrelada à manipulação midiática. Nesse sentido, convém analisar como causas e soluções viáveis para atenuar tal problemática.
Deve-se analisar, de início, como a falta de políticas públicas por parte do governo contribui para esse impasse. Ao analisar uma série curricular obrigatória das instituições públicas de ensino, é perceptível que os estudantes não possuem nenhuma disciplina que vise a conscientização social, principalmente, em relação à importância de adquirir hábitos saudáveis de alimentação. Sob tal perspectiva, pode-se afirmar que sem esse direcionamento, os cidadãos não são conscientizados e, consequentemente, desenvolvem quadros de obesidade, devido a escolha por alimentos industrializados que não são recomendados para uma boa saúde, por exemplo. Dessa forma, observa-se a necessidade da atuação do governo para reverter tal panorama e garantir a saúde dos vulneráveis.
Somado a isso, é essencial compreender como a mídia transferida diretamente na manutenção dessa problemática. No século XX, o advento da Revolução Tecnológica possibilitou o avanço dos meios de comunicação e o surgimento de plataformas digitais que possibilitam o fácil acesso à informação. Sob esse viés, pode-se afirmar que a exacerbada exposição dos produtos comercializados em propagandas indiretas em filmes, séries e novelas, por exemplo, naturalizam o consumismo. Dessa forma, os cidadãos são facilmente manipulados e, consequentemente, são influenciados a ingerirem alimentos que, majoritariamente, não são nutritivos.
Diante disso, é necessária uma ação efetiva por parte do governo, instância máxima de administração executiva, por meio do Ministério da Educação, que consistiria em inserir ao planejamento escolar um novo modelo de educação, voltado para uma alimentação saudável, por intermédio de aulas e palestras educativas, com a participação dos responsáveis e ministradas por profissionais capacitados, como os nutricionistas. Nesse processo pedagógico deve ser abordado a importância de uma boa alimentação, bem como a necessidade dos pais administrarem a dieta de seus filhos, com o objetivo de promover a conscientização e, sobretudo, promover o desenvolvimento do senso crítico dos alunos diante da manipulação midiática, para que então, gradativamente, os cidadãos passam a adquirir uma alimentação saudável, evitando assim, quadros de obesidade.