Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 04/11/2021

A constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito a saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa os desafios do combate à obesidade infantil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a obesidade infantil. Nesse sentido, esse problema vai permear entre a sociedade culminando em uma série de consequências, como por exemplo, o desenvolvimento, precoce de diabetes e outras doenças. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a má alimentação como impulsionador da obesidade infantil no Brasil. Segundo o filósofo Emmanuel Kant, o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Diante de tal exposto, é notório que a educação é importante na vida de todos, pois sem uma boa orientação as famílias e as crianças se alimentam de uma forma errônea, prejudicando assim sua saúde. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a pendurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Saúde em parceria com as escolas, por intermédio de palestras, desenvolva estratégias junto aos professores e pais, um método de orientar melhoras crianças sobre comer mais saudável, se alimentando mais de produtos naturais e menos de produtos industrializados, além de aderir a prática de exercícios físicos a sua rotina. A fim de aumentar a qualidade de vida de todos e melhorar a sua saúde. Assim, se consolidará uma sociedade mais forte, onde o estado desempenha corretamente seu “contrato social” tal como afirma John Locke.