Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 19/10/2021

A obesidade é considerada uma doença não degenerativa e está cada vez mais em ascensão tanto em crianças e adolescentes como em adultos, isso justifica o mau hábito adquirido devido ao alto consumo de alimentos processados juntamente à falta da prática de exercícios físicos.

Com a inserção da mulher no mercado de trabalho, muitos lares adotaram o consumo de alimentos práticos e prontos para consumo, pois, geralmente, a mulher que era responsável por preparar as refeições.Nesse contexto, o consumo de alimentos processados aumentou, o que causou o aumento da obesidade infantil uma vez que, esses alimentos são ricos em sódio, gorduras saturadas e açúcares, esses ingredientes são considerados pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) como os três mais prejudiciais à saúde.

Além disso, outro grande fator que contribui com o aumento da obesidade e de outras doenças, é a falta da prática de exercícios físicos. Com o uso das tecnologias, as crianças passam a maior parte do tempo usando celulares e computadores e deixam de brincar e praticar exercícios ao ar livre, o que as tornam sedentárias.

Desse modo, visando o bem-estar das crianças, o Ministério da Saúde juntamente com a ANVISA, desenvolveram uma legislação, a RDC n° 429 de outubro de 2020, sobre uma nova rotulagem frontal para alimentos processados a fim de informar e alertar o consumidor sobre os altos teores de sódio, gorduras saturadas e açúcares.

Ainda assim, apenas a mudança na rotulagem dos alimentos não é suficiente. Políticas públicas devem ser desenvolvidas nas escolas como palestras de nutricionistas para pais e alunos e, deve haver também, incentivo à prática de esportes, através de campeonatos, gincanas, olimpíadas, dentre outros, tudo isso para que as crianças desenvolvam bons hábitos e cresçam saudáveis.