Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 22/09/2021
O número de casos de obesidade infantil vem aumentando o significante na última década. De acordo com o Ministério da Saúde em 2020, o índice de criança acima do peso aumentou em 30% no período de 2010 a 2020. Nesse sentido, devem-se analisar as maneiras de reverter essa problemática, uma vez que, além de ser o fator prévio para várias patogêneses, como diabetes e doenças cardiovasculares, o acúmulo de tecido adiposo, inclusive, compromete a vida social da criança, tendo em vista inúmeros casos de bullyng contra esse publico infantil.
Em primeira análise, tem-se os interesses financeiros na má alimentação dos brasileiros. Conforme Marx, em um mundo capitalizado, a busca pelo lucro ultrapassa valores éticos e morais. Nesse sentido, as grandes empresas alimentícias vendem a imagem dos seus produtos atrelados à felicidade e à realização pessoal, quando, na maioria das vezes, essas substâncias são responsáveis pela degradação da saúde do consumidor, visto que tal gênero alimentício é permeado por grandes taxas de lipídios e açúcares , além de serem, em grande parte, desprovidos de nutrientes indispensáveis para o bom funcionamento do organismo. Ainda, de acordo com dados da UnB, as propagandas dessas indústrias induzem a uma má alimentação e afetam fortemente o público infantil.
Outrossim, uma Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabogia (SBEM), caracteriza essa moléstia como multifatorial, já que além de ser ocasionada pelo sedentarismo, também é decorrente de disposições genéticas, perturbações hormonais e em muito casos, transtorno emocionais, cujo as crianças procuram na comida prazeres momentâneos de impasse do cotidiano. No entanto, os fatores determinantes prévios, parte da densidade demográfica deprecia as crianças obesas como preguiçosas e negligentes. Diante do exposto, as redes sociais atuam como principal propagador de atos preconceituosos, e, por conseguinte, geram nos transtorno depressivos.
Portanto, medidas são minimizadas para minimizar a problemática apresentada. Assim, torna-se imperativo que o Estado, em parcerias com os canais de televisão, difundir campanhas educativas que estimulem as crianças a consumirem alimentos saudáveis. Isso pode ser feito por meio de propagandas chamativas. Por outro lado, urge que o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, efetive a publicação de anúncios publicitários de alimentos. Por fim, como escolas de rede pública e privada, deveram realizar palestras, com pais e alunos, não só como forma de fornecer uma alimentação saudável e a prática de atividades físicas, mas também que esses auxiliem e respeitem a população obesa.