Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 07/10/2021
Com o advento da Revolução Verde, a partir do século XX, aumentou-se a produção de alimentos e o processamento deles, o que ocasionou a oferta e a demanda por alimentos pouco nutritivos. Hoje, é possível observar que, no Brasil, tal processo histórico acarretou a obesidade infantil, representando um problema que deve ser enfrentado de forma mais organizada pela sociedade. Nesse sentido, convém analisar a negligência governamental e a falta de conhecimento perante o assunto como os principais responsáveis pelo quadro.
Em primeiro lugar, é indubitável que o descaso do governo está entre as causas do impasse. Nesse horizonte, segundo o filósofo Thomas Hobbes, “É dever do governante assegurar o bem-estar de todos os cidadãos”. Esse pressuposto permite afirmar que, se o Estado não fizer políticas públicas que garantam o combate e a prevenção à obesidade infantil, muitas crianças e adolescentes irão desenvolver doenças crônicas, como diabetes, colesterol alto e hipertenção. À vista disso, é interessante ressaltar que o governo descumpre o que está previsto na Constituição e não promove, de forma eficaz, o debate sobre a importância da alimentação saudável e da prática de atividade física como um modo de combater o excesso de peso. Dessa maneira, o direito correspondente à promoção da saúde dos brasileiros é negado e violado. Por conseguinte, a obesidade persiste na vida da criança brasileira e sua capacidade de aprendizagem e desenvolvimento são prejudicados.
Outrossim, conforme Sócrates, “Os erros são consequência da ignorância humana”, logo, o desconhecimento relativo aos riscos da obesidade contribui, diretamente, na problemática. Dessa forma, é válido destacar que a escola, principal instituição de formação social e do pensamento crítico, não recebe incentivo governamental suficiente para abordar o assunto dentro da sala de aula e o resultado desse fato é a formação de jovens alienados aos problemas sociais e de saúde. Por consequência, eles não observam e compreendem a obesidade como um empecilho em suas vidas e, assim, não melhoram seus hábitos pouco saudáveis. Então, esses indivíduos poderão ter uma expectativa de vida menor por conta dos comportamentos de saúde inadequados.
Diante dos fatos mencionados, é necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para livrar o Brasil dessa questão. Posto isso, é dever do Ministério da Educação, por meio de incentivo e investimento escolar, aumentar a carga horária do aluno dentro da sala de aula. Deve-se, então, elaborar um plano que coloque em evidência a importância do debate e da prevenção à obesidade infantil, de modo que o primeiro passo seja transformar a base curricular escolar, para o aluno adquirir novas competências e habibilidades e, dessa forma, aumentar sua criticidade perante o tema.