Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 15/10/2021
No reality show americano “Quilos Mortais”, que retrata a realidade de indivíduos que possuem obesidade mórbida e desafios que o excesso de peso impõe em suas vidas, a grande maioria dos participantes alega que não praticava hábitos saudáveis durante sua infância. Outrossim, evidenciou-se no decorrer das últimas décadas o crescimento demasiado das taxas de obesidade infantil no Brasil em decorrer da má alimentação e do cotidiano tendenciosamente sedentário dos mais jovens. Nessa perspectiva, faz-se necessária a discussão sobre fatores precursores da obesidade infantil bem como seus agravantes.
Mormente, o estilo de vida das últimas gerações é sedentário e caracterizado pela substituição das atividades lúdicas tradicionais, que envolvem movimento e prática de exercícios físicos, por atividades lúdicas tecnológicas pautadas em ambientes de interação social virtuais. Com base nisso, é possível analisar que tal prática é prejudicial ao ser humano, pois, a baixa queima calórica dos mais jovens mediante a má alimentação tem como consequência o acúmulo de excessivo de gordura. Desse modo, é de suma importância que as instituições sociais implementem desde as primeiras etapas do desenvolvimento do indivíduo a prática de atividades físicas, a fim de desenvolver devidamente o seu potencial físico e cognitivo.
Destarte, convém citar o endocrinologista Mario K. Carra, “sem a conscientização e a participação das famílias, a mudança de cenário será inviável”. De maneira análoga ao pensamento de Mario, conclui-se que a ineficácia por parte da família e da sociedade em introduzir a educação alimentar na vida da juventude é um dos principais agravantes desta problemática, pois a eliminação de maus hábitos alimentares das crianças é fundamental para que as mesmas desenvolvam uma vida saudável.
Por conseguinte, é evidente a importância de uma modalidade de aprendizado voltada para a educação alimentar. Logo, compete ao Ministério da Cidadania em parceria com a mídia, promover a divulgação de informações voltadas ao público infantil referentes à práticas físicas e alimentícias saudáveis e incentivar a execução das mesmas através de atividades lúdicas introduzidas no cotidiano por meio de fundações escolares a fim de garantir o combate efetivo desse mal. Entretanto, diante da gravidade deste distúrbio, urge ao Ministério da Educação, através de discussões com especialistas na área de nutrição, incluir na Base Nacional Comum Curricular a obrigatoriedade de aulas de educação alimentar e nutricionismo nas instituições escolares privadas e públicas, objetivando a reeducação alimentar da população.