Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 18/11/2021
Na Constituição Fedral de 1988, o direito a alimentação adequada é uma das garantias fundamentais do cidadão. Conquanto, esse direito não tem sido assegurado a população brasileira quando se observa os desafios para combater à obesidade infantil. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui a má influência da mídia e a omissão estatal frente ao caso.
Sob essa perspectiva, o poder midiático, no que tange à obesidade infantil, é um dos fatores determinantes na persistência do problema. Somando a isso, de acordo com Theodor Adorno, filosófo alemão, desenvolveu um conceito de indústria cultural para relacionar as ilusões padronizados da mídia com o objetivo de promover alienação em massa. De maneira análoga, o pensamento do filósofo reflete em como a obesidade infantil é tratada na sociedade brasileira, visto que, as grandes empresas alimentícias vendem imagens de seus produtos atrelados à felicidade e ao prazer momentâneo, quando, na maioria das vezes, essas mercadorias afetam diretamente a saúde do consumidor. Logo, as propagandas induzem a má hábitos alimentares e atingem o público infantil.
Ademais, vale ressaltar de que o Poder Público não cumpre com o seu papel enquanto agente fornecedor de direitos mínimos. Sob essa tal ótica, segundo Jean Jaques Rousseau, filósofo iluminista, na obra “Contrato Social”, cabe ao Estado viabilizar medidas para garantir o bem-estar coletivo. Desse modo, no Brasil, o Estado se exime de sua responsabilidade pela falta de políticas públicas voltadas para a promoção de saúde na infância para que consiga alterar o quadro da obesidade infantil, pois isso poderá se refletir como caso de problema de saúde publica o que acarretaria no número elevado de problemas como quadros de diabetes, hipertensão, depressão e ansiedade. Assim, quando mais o órgão pública tardar na resolução do problema a sociedade ficará distante do contrato social.
Portanto, é necessário que medidas sejam desenvolvidas para a promoção ao combate à obesidade no Brasil. Para tanto, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação - como promotores de bem-estar coletivo - deve financiar projetos educacionais nas escolas de ensino fundamental, por meio de ampla divulgação sobre a composição de alimentos ultraprocessados, processados e naturais e suas consequências para a saúde. Esse debate será de responsabilidade da equipe de nutricionistas da escola, pois tem domínio sobre alimentação balanceada. Nesse contexto, o intuito de tal medida é orientar as crianças sobre suas escolhas e amenizar o quadro da obesidade infantil no Brasil. Em suma, a ação iniciada no presente será capaz de modificar o futuro de toda sociedade.