Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 15/11/2021

A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia do país- assegura em seu Artigo 5º, o direito a saúde para todos brasileiros. Entretanto, ao analisar os desafios do combate à obesidade infantil, fica claro que essa prerrogativa não se perdura na prática, haja vista que, de acordo com o Ministério da Saúde 33% dos infantos menores que 10 anos apresentam sobrepeso.

Nesse contexto, torna-se lícito apontar como agravantes da problemática, não somente a ineficácia das autoridades, mas também, a base educacional lacunar. Diante desse cenário, é imperial destacar a ineficiência do Estado na questão. Cosoante ao filósofo contratualista Jhon Locke, o contrato social é o acordo firmado entre a população e o governo, com o objetivo que este amenize as mazelas sociais. Infelizmente, o contrato social é diariamente quebrado na nação brasileira, pois, não há políticas públicas funcionais que garantam às crianças uma alimentação saudável, tão pouco há qualquer campanha governamental que leve a importância da alimentação juvenil a população, o que prejudica a parte da sociedade em vulnerabilidade socioeconômica, pois são os que têm menor acesso a informação. Logo, a obsesidade infantil só se intensifica já que o governo não age para atenua-la.

Outrossim, é fundamental ressaltar a ausência de ensino nutricional nas escolas como complexo dificultador. Nesse sentido, Emanuel Kant defendia que o homem é aquilo que a educação faz dele, ou seja, se há algum problema social, a escola faz parte dele. Sob a ótica Kantiana, o escasso ensino a respeito da alimentação contribui para a alienação dos pequenos quanto à alimentação saudável, uma vez que eles se tornam menos capazes de realizarem decisões mais inteligentes de alimentos para sua dieta. Destarte, enquanto não houver ensino sobre a alimentação nas escolas, as crianças continuarão vítimas aos males da obesidade.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. É mister que o MEC crie projetos de aulas que envolvam discussões biológicas e prática sobre alimentação saudável, por meio de treinamento dos professores de ciência, a fim de combater a obesidade infantil com maior eficaz. Paralelamente as aulas ,a escola deve contar ainda com o apoio dos pais, que devem vigiar e orientar na dieta dos filhos. Desse modo o direito a saúde garantido na constituição tornar-se-á uma realidade mais próxima.