Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 18/11/2021
O sociólogo Zygmunt Bauman apresenta em sua obra “Modernidade Líquida” as relações aceleradas da contemporaneidade. Nesse sentido, o excesso de trabalho e correria do dia a dia faz com que muitos pais não se preocupem com o tipo de alimento que oferecerá aos filhos e, por isso abusam dos alimentos industrializados, ricos em corantes e aditivos químicos. Desse modo, os principais fatores que corroboram essa problemática são: negligência familiar e a força massiva de algumas empresas alimentícias. Logo, medidas são necessárias a fim de resolver essa mazela social.
Em primeiro plano, segundo o sociólogo Émile Durkheim, a anomia social é um termo que retrata o estado de caos o qual uma comunidade vivencia. Nesse contexto, a questão da obesidade infantil na atualidade é um tema que precisa ser debatido, afinal, a saúde e o bem-estar dos indivíduos são colocados em risco. Nesse viés, a falta de consciência dos próprios pais em oferecer aos pequenos uma alimentação balanceada é um dos principais desafios, pois os adultos não dispõe de tempo para preparar alimentos ricos em proteínas e vitaminas e, por isso introduzem macarrões, fast foods e outros insumos processados na refeição dessas crianças. Assim, com a falta de consciência desses responsáveis o número de crianças obesas e diabéticas tem crescido muito nos últimos anos segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Em segundo plano, de acordo com o escritor Arthur Schopenhauer : " o maior erro humano é sacrificar a saúde a qualquer outra vantagem." Nessa perspectiva, muitas empresas do ramo alimentício criam grandes estratégias de vendas para chamar atenção do público infantil e, por isso, investem em propagandas e embalagens atraentes para conquistar esses pequenos. Em contrapartida, esses alimentos como pipocas, bolachas e iogurtes não possuem uma tabela nutricional compatível com o organismo de uma criança, afinal, são ricos em açúcares, corantes e gorduras que podem prejudicar a saúde desses menores. Portanto, é preciso que essas marcas reavaliem os produtos que estão fabricando com o intuito de zelar pela qualidade de vida dessas crianças e tentar minimizar os casos de obesidade infantil no Brasil.
Destarte, cabe às escolas adotarem o modelo de ensino politizador a fim de que desde a mais tenra idade as crianças sejam educadas por meio de teatros e palestras sobre a importância de ingerir verduras, frutas e legumes a fim de que eles se tornem futuros adultos saudáveis e conscientes acerca dessa temática. Somado a isso, a família precisa desempenhar o seu papel , orientando os seus filhos a manter uma dieta equilibrada, introduzindo desde a infância alimentos proteicos e ricos em vitaminas essenciais para que essas crianças cresçam de maneira saudável.