Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 02/05/2022
O Mito da Caverna, de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Fora da alusão, a realidade brasileira caracteriza-se com a mesma problemática no que diz respeito à precarização do sistema de saúde na atualidade. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos: a formação familiar e a lacuna educacional.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a negligência familiar. De acordo com o sociólogo Talcott Parsons, a família é uma máquina de produzir personalidades humanas. Por essa ótica, o aumento da obesidade infantil é o resultado da falta de cuidados entre os familiares com as crianças, pois oferecem desde muito cedo alimentos ricos em gordura e sódio, como bolachas recheadas e salgadinhos, ao invés de introduzir alimentos nutritivos, como frutas e verduras, gerando, assim, adultos doentes no futuro.
Além disso, a problemática encontra raizes na base educacional dos indivíduos. Para Kant, o ser humano é resultado da educação que recebeu, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. No que se diz respeito aos desafios para o combate à obesidade na infância, percebe-se que a escola não cumpre com o seu papel no que tange à educação física dos alunos, pois a falta de exercícios físicos corrobora para torná-los sedentários, podendo ficar acima do peso e adquirir doenças, como a diabetes e a pressão alta. Assim sendo, a escola precisa solucionar tal déficit e gerar alternativas para que os discentes tornem-se mais ativos fisicamente, evitando o acúmulo de gordura.
Portanto, é evidente que medidas precisam ser tomadas. Para tanto, as famílias, fundamentais na formação dos indivíduos, deve estimular o consumo de alimentos saudáveis na vida das crianças por meios de atividades lúdicas, como pratos desenhados, coloridos e decorados com frutas e legumes, para que a alimentação nutritiva torne-se um hábito quando adultos. Ademais, as escolas devem elaborar gincanas e torneios esportivos para que os alunos interajam entre si e não permaneçam nos estado de sedentarismo. Somente assim, a sociedade estará liberta para contemplar a realidade fora da caverna, como na alegoria de Platão.