Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 19/05/2022

“O importante não é viver, mas viver bem”. De acordo com Platão, a condição de vida tem grande relevância, que transcende a da própria vivência. No entanto, no Brasil, a qualidade de vida não é uma realidade daqueles que vivem a obesidade infantil, um problema grave que precisa ser urgentemente combatido. Percebe-se, porém, que, ao invés de se empenhar para aproximar a realidade caracterizada pelo folósofo da realidade concreta, a negligência estatal, aliada à comodidade da família, contribui para a manutenção dessa problemática.

Nesse cenário, é importante lembrar que o filósofo Jean-Jacques Rousseau afirma que o Estado se resposabiliza pelo estabelecimento de condições básicas para promover o bem-estar social da população. No entanto, a perspectiva defendida pelo contratualista não se concretiza na sociedade moderna, haja vista a grande quantidade de crianças acima do peso e a despreocupação do Estado, evidente pela falta de políticas públicas efetivas que intermediem o problema.

É imprescindível, ainda, analisar o papel da educação, tanto familiar quanto escolar, no combate à essa nuance. De acordo com Aristóteles, “A educação tem raízes amargas, mas seus frutos são doces”, ou seja, apesar de não ser fácil educar de forma certa, no futuro, essa tarefa árdua é compensada. Isso significa que pais que estão acomodados em relação à alimentação de seus filhos, dando-lhes de comer o que é mais fácil, mas nem sempre saudável, contribuem para a obesidade na infância e atrapalham o combate a ela. Já a escola, que tem a função do ensino acadêmico, tem propriedade para mostrar a importância do combate ao sobrepeso de crianças, as consequências da má alimentação e os benefícios da alimentação saudável, tanto a curto prazo quanto a longo prazo.

Logo, urge a intermediação dessa questão com ênfase em princípios normativos. Diante dos argumentos supracitados, são necessárias alternativas para amenizar essa problemática. Para isso, o Ministério da Saúde deve promover, nas escolas, palestras e aulas, tanto para crianças quanto para seus pais, com nutricionistas que mostrem, de forma didática e acessível, sobre a importância de uma boa alimentação e, mais do que isso, como promovê-la em casa, a importância da atividade física e os impactos futuros desse cuidado com as crianças.