Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 15/08/2022
Aparelhos eletrônicos. Entretenimento animado. Comunicação integrada. Esses são exemplos das inovações tecnológicas oriundas das Revoluções Industriais que modificaram os hábitos socioculturais vigentes em todo o mundo. Em contrapartida, se por um lado esses mecanismos foram eficazes facilitadores coletivos, por outro intensificou o processo de sedentarização infantil, fator que resultou no surgimento de doenças crônicas precoces, como a obesidade. Nesse viés, torna-se urgente reverter essa problemática em prol da saúde pública.
A princípio, é evidente que a obesidade infantil decorre da conjuntura errônea por detrás do cotidiano das crianças, as quais estão imersas no excesso de alimentação industrializada e de aparatos digitais. Isso porque, na atualidade, a vasta rede de alternativas tecnológicas substituiu práticas saudáveis, como brincadeiras lúdicas e refeições equilibradas, pela praticidade dos jogos eletrônicos e dos “fast-foods”. Essa situação, todavia, vai de encontro a recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria acerca do perigo iminente no sedentarismo atrelado a exposição exagerada as telas. Diante dessa contradição, é inadiável interromper tais ciclos viciosos e recorrentes.
Outrossim, é cruel perceber que as mazelas resultantes de uma infância sem limites perduram graves sequelas emocionais e físicas na vida adulta. Nesse sentido, são muitas as situações enfrentadas por uma criança obesa, desde a exclusão social mediante o “bullying” até a compulsão alimentar e que, por sua vez, propiciam o desenvolvimento de patologias e de distúrbios cognitivos. Em consonância com essas lastimáveis circunstâncias, estudos apontam que o acúmulo de gordura corporal compromete significativamente a longevidade e a qualidade de vida. Dito isso, salienta-se a necessidade de remodelação dos costumes para o desenvolvimento pleno.