Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 15/09/2022

De acordo com o ECA—Estatuto da Criança e do Adolescente— todo público infanto-juvenil do país tem direito ao desenvolvimento e à saúde, alicerces intrínsecos para garantia de seu bem-estar. Entretanto, imbróglios, como os desafios do combate à obesidade infantil, vilipendiam a concretização de tais virtudes, já que eles molestam a qualidade vida das crianças. A fim de sanar o entrave faz-se mister ressaltar as causas e as decorrências dele na vivência do grupo supracitado, as quais situam em âmbito social e sanitário, respectivamente.

Em primeira instância, os pretextos da obesidade infantil permeiam o meio social, e as crianças, por estarem imersas em tal esfera, reproduzem as ideologias e os hábitos coletivos. Essas conjunturas são disseminadas no setor midiático, em propagandas na televisão, as quais manipulam o público infantil,visto que ele está em contato cotidiano com tais vias tecnológicas. Assim, o grupo torna-se suscetível a ser alienado por publicidades, como as do gênero alimentício, que fomentam o consumo de comidas calóricas e gordurosas. Logo, os civis são acorrentados por ideários e artifícios da mídia, o que ratifica a ótica da Escola de Frankfurt, de que “a liberdade no mundo atual é ilusória, somos dominados por forças econômicas.”

Em segunda instância, as consequências da obesidade assolam a saúde infantil, porque ela afeta o metabolismo das crianças, e, com isso, viabiliza o desenvolvimento de diversas moléstias. Essas patologias desestabilizam a fisiologia humana, como o processo de circulação sanguínea, comprometida pelos altos níveis do colesterol acumulativo (LDL). Esse elemento concenra placas lipídicas no sangue, bloqueando a passagem dele, e prejudicando o funcionamento de órgãos cardiovasculares, como coração. Então, a qualidade de vida dos civis é abalada, de modo a coibir o seu bem-viver, o que confirma a asserção do filósofo Rousseau, de que “somos livres, mas por toda parte nos encontramos acorrentados”.

Infere-se, portanto, a necessidade de solucionar o impasse. Para isso, cabe ao Estado—promotor da cidadania plena da nação—organizar simpósios que retratem acerca da obesidade, visando alertar pais sobre os efeitos dela no público infantil. Isso será realizado mediante a convocação de médicos para palestrarem, tendendo à conscientização coletiva segura, efetivando, enfim, as normas do ECA.