Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 30/09/2022
Aldous Huxley defende: “Os fatos não deixam de existir só porque são ignorados.” Tal perspectiva é verificada na questão da obesidade infantil, que gera uma preocupação no desenvolvimento social e físico da criança. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um complexo problema que se enraíza na má influência midiática e na irresponsabilidade familiar.
Nesse cenário, primeiramente, percebe-se a má influência midiática no problema. Isso porque, as mídias televisivas e sociais são os principais meios utilizados para propaganda e incentivo ao consumo. No entanto, o exagero de publicidade do setor alimentício, torna esses instrumentos responsáveis por parte do impasse, uma vez que, além de incentivarem o consumo de alimentos altamente calóricos, não trazem informações a respeito do risco que essas refeições provocam à saúde. Além disso, a estratégia publicitária entre as cores e a forma como são divulgados despertam maior interesse no público infantil, o que leva ao aumento do consumo.
Em paralelo, a irresponsabilidade familiar é um entrave que tange ao problema. Para Marilena Chauí, a cultura influencia o comportamento humano. Tal afirmação é confirmada na persistência da obesidade infantil, visto que, os primeiros hábitos e culturas que as crianças têm contato são com a família. Logo, os hábitos alimentares delas são influenciados pelos seus familiares. Portanto, percebe-se uma culpabilidade parental na permanência do impasse.
Em vista disso, urge que o problema seja dissolvido. Para isso, o Ministério das Comunicações deve desenvolver anúncios informativos, por meio de mídias televisivas e sociais, a fim de conscientizar a população sobre os riscos da má alimentação. Tal ação pode, ainda, incentivar à prática de exercícios físicos, para evitar o desenvolvimento de doenças. Paralelamente, é preciso intervir sobre a irresponsabilidade familiar presente no problema. Dessa maneira, será possível reduzir a obesidade infantil.